Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 13/07/2021

A Constituição Brasileira de 1988 assegura a todos os indivíduos o direito à alimentação. Entretanto, na prática, tal garantia é deturpada, visto que a fome e a desigualdade social ainda perduram no século XXI. Esse cenário nefasto ocorre não só pela falta de políticas públicas, mas também pela falta de conscientização acerca dessa realidade. Logo, faz-se imperiosa a análise dessa conjuntura, com o intuito de mitigar os entraves para a consolidação dos direitos constitucionais.

A princípio, nesse cenário, é importante destacar que a falta de pol[iticas públicas corrobora de forma intensiva para o entrave. Isso porque, segundo a Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan), 19 milhões de brasileiros passaram fome no fim de 2020. De fato, a pandemia foi um grande contribuinte para esses números alarmantes, mas a falta de medidas e projetos para contornar essa situação, foi ainda maior. Dessa forma, a lentidão dos órgãos governamentais dificulta a consolidação de um direito fundamental e que é reconhecido pela Constituição Federal.

Paralelo a isso, a falta de conscientização por parte da sociedade é um fator que contribui para a permanência dessa problemática. Isso pois parte da sociedade civil que não é afetada pela pobreza e pela fome, desconhece ou ignora a situação de outra parte que não possui o básico dentro de suas casas. Como consequência dessa falta de conhecimento, não ajudam projetos que visam levar comida a esses indivíduos afetados, e também não procuram candidatos a cargos governamentais que lutem por essas causas, pelo contrário, votam naqueles que atendem a seus próprios interesses, demonstrando uma falta de empatia.

Torna-se evidente, portanto, a urgência de medidas para alterar o cenáro vigente. Dessa maneira, é dever do Governo persistir com os auxílios emergenciais para famílias que realmente se encontram nesse estado, além disso, criar um projeto para levar cestas básicas à famílias carentes, por meio de campanhas que englobem o apoio popular, objetivando, assim, atender a um direito básico da população, que é a alimentação.