Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 17/07/2021

O livro “O cidadão de papel”, de Gilberto Dimenstein, propõe tirar o automatismo do olhar e enxergar as mazelas que afligem o Brasil contemporâneo.  Nessa perspectiva, é necessário entender que a fome e a desigualdade social afetam a sociedade como um todo. Assim, seja pela reforma agrária precária, seja pelo má distribuição de renda, o problema permanece silenciosamente afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente.

Em primeira análise, podemos citar a reforma agrária. Isso por que, com uma má distribuição de terras, há um aumento no índice da desigualdade social, em que muitos possuem poucas ou nenhuma terra, enquanto a minoria possue o maior número de terras, até mesmo sem nenhuma produtividade. Assim, fica claro que o legado de negligência e ignorância frente às desigualdades persiste e impede que o Brasil prospere rumo a responsabilidade social.

Paralelo a isso, tem a questão da má distribuição de renda. Nessa perspectiva, a pobreza afeta diretamente na fome, em que pela baixa remuneração em muitos dos casos trabalhistas, pais de família não conseguem oferecer a quantidade adequada de alimentos à seus filhos. Segundo o documento Panorama Social da América Latina, em 2014 se registraria um aumento no índice da fome, para 12%, chegando aos 71 milhões de pessoas em condição extrema de pobreza. Por fim, entende-se que o problema tende a persistir, caso não haja intervenção.

Torna-se evidente, portanto, a urgência de medidas para alterar o cenário vigente. Para isso, é dever do Estado agir de forma coerente para mudanças na reforma agrária a fim de uma melhor distribuição territorial e assim, menor desigualdade, além de promover campanhas de concientização para evitar o desperdício da comida e arrecadar fundos e alimentos para doações aos mais necessitados, com isso, melhorar os índices da fome. Só assim, o Brasil poderá se tornar mais igualitário socialmente.