Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 14/07/2021

O livro “O Cidadão de Papel”, de Gilberto Dimenstein, propõe tirar o automatismo do olhar e enxergar as mazelas que afligem o Brasil contemporâneo. Nessa perspectiva, é necessário entender que a desigualdade social no Brasil afeta a sociedade e pode ocasionar graves consequências. Assim, seja pelo aumento da pobreza ou da má qualidade da alimentação, o problema permanece silenciosamente afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente.

A princípio, sabe-se que à má distribuição de renda presente no país muitos problemas podem ser acarretados.  Devido as diferenças salariais existentes nos dias de hoje muitas pessoas acabam desenvolvendo problemas de subsistência, onde seu ganho mensal pode não ser o suficiente para o seu sustentento, isso acontece principalmente pois muitas dessas pessoas não ganham um valor que compense pelas suas dívidas sejam elas, alugueis, água, luz, entre outros, o que as leva a não terem dinheiro para comprar alimentos suficientes. Segundo O Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil, realizado pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan), indica que nos últimos meses do ano de 2020, 9% da população, isto é 19 milhões de brasileiros passaram fome e mais da metade dos domicílios no país, 55,2% dos lares brasileiros, enfrentou algum grau de insegurança alimentar, ou seja 116,8 milhões de pessoas conviveram com algum grau de insegurança alimentar.

Paralelo a isso, é importante ligar esse problema da concentração de renda ao aumento da pobreza. Isso ocorre porque estrutura fiscal atual é injusta onde os mais pobres pagam, proporcionalmente, mais impostos que os mais ricos, causando uma precariedade no sistema atual, com isso os indivíduos mais ricos conseguem ter uma capacidade de aquisição maior para atender às suas necessidades básicas enquanto as outras classes sociais da população brasileira tem rendimentos insuficientes. Além disse devido a esse déficit de renda, essas pessoas acabam também tendo em sua maioria das vezes más condições de moradia, falta de saneamento básico, saúde precária, aumento da violência etc.

Sendo assim, é evidente que a fome e a desigualdade social no século XXI é um problema não só de saúde pública, mas também econômico e social. Para tanto, medidas devem ser tomadas para resolver o impasse. Ademais, pode-se dizer também que cabe ao Poder Público melhorar e auxiliar nas campanhas de distribuição de renda e de alimentos, como o Bolsa Família e Fome Zero, para que mais pessoas tenham acesso a condições sadias de vida e com mais oportunidades.