Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 17/07/2021
O livro “O cidadão de Papel”, de Gilberto Dimenstein, propõe tirar o automatismo do olhar e enxergar as mazelas que afligem o Brasil contemporâneo. Nessa perspectiva, é necessário entender que a fome e a desigualdade social afeta a sociedade como um todo. Assim, seja pela pobreza, seja pelo desperdício de alimentos, o problema permanece silenciosamente afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente.
Em primeiro lugar, é importante ressaltar que as condições que parte da população vive cotidianamente são petulantes, visto que, segundo a BBC News – departamento jornalístico e de notícias – em 2019, os brasileiros vivendo abaixo da linha da pobreza somavam 51,9 milhões. Sendo assim, em condições de pobreza, indivíduos passam dias sem comer ou ingerindo baixa quantidade de alimento, gerando assim deficiências como: anemia, desnutrição e raquitismo.
Outrossim, a carência de representatividade nos veículos midiáticos fomenta o desperdício de alimentos anual, uma vez que indivíduos desconhecem as consequências de tal aludido, além de reforçar a situação de insegurança alimentar, gera consequências graves para a preservação ambiental. Portanto, enquanto milhões de pessoas passam fome, cerca de 10% dos alimentos são desperdiçados na casa dos consumidores brasileiros anualmente, aponta FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura).
Sendo assim, o Ministério da Educação, por meio das escolas e universidades, deve criar um projeto socioeducativo, com oficinas, palestras e debates, para promover a conscientização social sobre as causas da fome do século XXI. Tais eventos devem ter alcance nacional, inclusive pela internet, com transmissões ao vivo, por exemplo, para que se apresentem as principais questões do tema. Espera-se, dessa forma, que a população possa estar inteirada sobre o assunto e que o problema seja minimizado.