Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 18/07/2021
Cidadania – uma palavra usada com frequência, mas que poucos entendem o que significa – quer dizer, em essência, a garantia por lei de viver dignamente. No Brasil, a falta de dignidade pode ser notada quando o assunto é a desigualdade social nos tempos atuais, pois o cidadão é impedido de usufruir do seu direito de viver dignamente. Esse cenário nefasto ocorre não só pela diferença gritante entre as classes, mas também por um descaso do governo com a população mais pobre. Visando o enfrentamento do problema, faz-se necessário um debate entre Estado e sociedade acerca dos desafios para garantir uma vida digna a todas as pessoas.
Em primeiro lugar, é importante destacar que o descaso dos governantes com a população corrobora de forma intensiva para o entrave. Isso porque muitas vezes a população mais carente é muito dependente das ações do governo. Nesse sentido, é necessário que medidas imediatas sejam tomadas para que a sociedade de modo geral possa usufruir de seus direitos. Assim, fica claro que o legado de negligência e ignorância frente ao problema persiste e impede que o Brasil prospere rumo ao desenvolvimento social pleno. Por fim, entende-se que o problema tende a persistir, caso não haja intervenção.
Além disso, outro fator influenciador desse problema é diferença gigante entre a qualidade de vida dos mais pobres frente aos mais ricos. Nessa perspectiva, Zygmunt Bauman define a sociedade atual como extremamente individualista. Tal postura é claramente perceptível na falta de interesse em ajudar a população mais pobre, visto que as pessoas muitas vezes não se colocam no lugar do outro. Assim, sem a empatia necessária, esse problema se solidifica e se perpetua.
Torna-se evidente, portanto, a urgência de medidas para alterar o cenário vigente. Dessa maneira, é dever da mídia - grande difusora de informação - discutir a questão da fome e da desigualdade social, por meio de novelas, documentários e reportagens, os quais retratem, de maneira fidedigna, a seriedade desse problema, com o intuito de pressionar os governantes para que eles tomem medidas com o objetivo de amenizar esse problema.