Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 18/07/2021

Cidadania – uma palavra usada com frequência, mas que poucos entendem o que significa – quer dizer, em essência, a garantia por lei de viver dignamente. No Brasil, a falta de dignidade pode ser notada quando o assunto é fome e desigualdade social no século XXI, pois o cidadão é impedido de usufruir dos seus direitos. Assim, seja pela má distribuição de renda, seja pela falha administração dos recursos públicos, o problema permanece afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente.

Primeiramente, é importante salientar que a má distribuição de renda é umas das principais origens da desigualdade socioeconômica no Brasil. Desse modo, a riqueza se concentra em um pequeno núcleo do corpo social, enquanto o resto da população vive com uma renda inferior. A exemplo, a música “Xibom Bombom”, do grupo musical As Meninas, critica essa divisão entre ricos e pobres através do trecho: “Analisando essa cadeia hereditária, quero me livrar dessa situação precária, onde o rico cada vez fica mais rico e o pobre cada vez fica mais pobre”. Se voltando a problemática da fome, a canção também ilustra a realidade das famílias pobres brasileiras com o trecho “Quero me alimentar, com a grana que eu ganho não dá nem pra melar”, destacando que os baixos salários são insuficientes para a compra de recursos básicos para sobrevivência.

Ademais, vale ressaltar que a destinação do dinheiro e dos recursos públicos do país ainda não são claras e honestas. Assim, a falta de planejamento governamental muitas vezes resulta no desperdício de verbas públicas, uma vez que esse dinheiro é depositado em obras ou compras não prioritárias, ao invés de se tornar investimento para projetos de desenvolvimento e melhorias sociais e econômicas. Além da divisão irregular, também ocorrem casos de lavagem de dinheiro e corrupção, fatores que agravam a situação de desigualdade e que tornam a concreta garantia dos direitos dos cidadãos mais distante.

Portanto, torna-se evidente a urgência de medidas para alterar o cenário vigente. Dessa maneira, é dever do Governo Federal renovar e investir em programas, como Bolsa Família e Fome Zero, que são voltados para distribuição de renda e alimentação. Somada a ação de Governo, cabe à mídia - grande difusora de informação e principal veículo formador de opinião - conscientizar a população sobre as causas e consequências da pobreza e da fome, por meio de documentários, reportagens e campanhas, que retratem de maneira fidedigna a seriedade do tema, com o intuito de reduzir o silêncio e gerar reflexões.