Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 17/07/2021
Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, o descaso com a fome e a desigualdade social no século XXI torna o país ainda mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pela ausência de políticas públicas, seja pela má distribuição de renda, o problema permanece silenciosamente afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente.
Em primeiro lugar, nesse contexto, é importante destacar que a falta de políticas públicas corrobora de forma intensiva para o entrave. Sobre isso, Abraham Lincoln, célebre personagem política americana, disse, em um de seus discursos, que a política é serva do povo e não o contrário. Em relação a tal afirmação, nota-se uma inconformidade quando os assuntos são fome e desigualdade social e a atuação do Estado brasileiro, no sentido de que, ao contrário do que Lincoln explanou, a política atual não serve o povo com ações, planos e metas públicas que atuem na questão abordada, fazendo com que sua resolução seja quase utópica. Logo, é substancial a mudança desse quadro.
Além disso, outro fator influenciador desse problema é a má distribuição de renda. Isso porque, grande parte da população ganha muito pouco, tendo dificuldade de comprar o básico para sobreviver, enquanto uma parcela muito pequena concentra grandes riquezas. Consequentemente, os indivíduos mais pobres ficam em uma situação precária, o que ocasiona vários probemas, como, por exemplo, a fome, já que o dinheiro recebido não supri as suas necessiades.
Torna-se evidente, portanto, a urgência de medidas para alterar o cenário vigente. Para isso, o Governo Federal deve realizar projetos sociais, por meio de investimentos destinados as áreas mais carentes do país, com o intuito de diminuir a fome e combater as desigualdades. Só assim, o mundo imaginado por Policarpo irá se tornar realidade.