Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 17/07/2021
Na obra “O Quinze” de Raquel Queiroz, aborda a miséria e a fome que a população nordestina enfrentou em 1915. Após um século os casos de óbitos por “desnutrição” se encontram alarmante. esse é um cenário que, infelizmente, é frequente tanto no Brasil quanto no resto do mundo. Nessa perspectiva, observa-se que a fome e a desigualdade social caminham lado a lado no século XXI e vale analisar as suas causas e consequências.
Numa primeira análise, com a Revolução Verde, foi possível colocar as práticas e técnicas das fábricas industriais no meio rural e, assim, aumentar a produção de alimentos. No entanto, a superprodução de alimentos não foi suficiente para acabar com a fome mundial, pois o problema está concentrado em sua má distribuição. Além disso, é importante destacar que os países desenvolvidos e os grandes centros urbanos têm mais dessa produção, ao contrário dos países rurais e subdesenvolvidos, levando a um grande desperdício de alimentos. De acordo com a FAO, a organização das Nações Unidas para a alimentação e agricultura, um quarto do que é desperdiçado alimentaria a população faminta e os alimentos ainda permaneceriam. Portanto, está claro que a Revolução Verde foi necessária, mas ainda existem obstáculos para amenizar esse problema.
Assim, fome e pobreza estão relacionadas porque uma pode ser a causa da outra. No filme espanhol “The Well”, os prisioneiros são trancados na torre e só podem comer restos de comida do nível superior. No filme, é possível perceber a já citada questão da distribuição e da relação com a desigualdade social, já que cada nível é uma classe social, e os níveis mais baixos são os que menos se alimentam, gerando hierarquias e distinções simbólicas. Assim como fora da distopia, a ascensão social é negada e esse cenário é passado de geração em geração.
Portanto, fica claro que a fome e a desigualdade social no século XXI não são apenas uma questão de saúde pública, mas também econômica e social. Portanto, o governo tem a responsabilidade de atualizar programas que contribuam para a distribuição de renda e alimentação, como o Bolsa Família e o Fome Zero, para que mais pessoas possam ter boas oportunidades futuras, como melhores empregos, aumento de renda e uma vida melhor para se adaptar. Além disso, é necessário que a mídia trabalhe com as ONGs para promover um movimento que incentive as pessoas a repensar no desperdício e a distribuição de alimentos. Dessa forma, o Brasil poderá amenizar o impacto desse problema.