Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 17/07/2021

O número da fome e da desigualdade social cresceu de forma absurda nos últimos anos, sendo um problema que dificulta e empobrece a qualidade de vida da população brasileira. Com efeito, um diálogo entre a sociedade e o Estado sobre os caminhos para combater este problema é uma medida que se impõe.

Primeiramente, é necessário salientar que os vínculos estabelecidos de forma desigual pelos países é decorrente de um processo histórico que conduziu o alicerçamento de prerrogativas a algumas nações em detrimento de outras. Dessa forma, compreende-se que, desde a antiguidade até a época atual o sistema de exploração continua persistindo,o que promove a dependência das nações mais pobres e o enriquecimento dos Estados mais abastados. Nesse viés, outro fato histórico que ocorreu em 1888 com a abolição da escravidão, quando os negros não receberam nenhum tipo de auxílio para reconstruírem suas vidas. Essas são algumas entre muitas cenas do passado, bem como, conseguem explicar a persistência da fome no país.

Desta forma, vale ressaltar que a ONU propôs os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável ou Agenda 30, que tem como metas a erradicação da fome no mundo e redução das desigualdades sociais. Sabe-se que o Brasil apresenta um índice de Gini distante do ideal e devido a atual crise econômica programas sociais recebem menos recursos, o que tende a agravar o atual cenário do país. Além disso, percebe-se outros malefícios que contribuem para o aumento desse problema, como a falta de credibilidade da justiça brasileira, falta de infraestrutura, educação e assistência social. Parafraseando a frase de Martin Luther King " A injustiça num lugar qualquer é uma ameaça a justiça em todo lugar". Com isso percebe-se que enquanto não haver melhoria nas regiões esquecidas pelo governo, esse número não irá parar de crescer. Portanto, propostas devem entrar em vigor a fim de solucionar os problemas já mencionados.

Portanto, propostas devem entrar em vigor a fim de solucionar os problemas já mencionados. Para tanto, o Ministério da Educação vinculado às assistências sociais devem realizar projetos em apoio às vítimas das desigualdades, oferecendo palestras sobre como colaborar com a preservação da dignidade humana e ampliar os serviços médicos nacionais para o exercício da cidadania. No âmbito federal, o Ministério da Fazenda deve destinar maior verba pública para as campanhas de apoio civil, como o Bolsa Família, com o fito de evitar o surgimento da pobreza extrema. Assim, talvez, o pensamento sobre a ameaça da injustiça num certo lugar de Martin Luther King possa ser vencido, o homem concertado e a desigualdade e a fome, erradicada.