Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 14/07/2021
A constituição federal de 1988 é o documento jurídico mais importante do Brasil, no Art. 3 é previsto que é necessário erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais. No entanto, tal artigo não tem sido repercutido com ênfase na prática quando se observa a situação atual do país, deste modo, dificultando bastante a resolução desse problema que várias famílias passam. Diante disso, é necessário a análise dos fatores que favorecem esta situação.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a quantidade precária de medidas governamentais que combatem a desigualdade e a fome no Brasil. Dessa forma, esse problema vai permeando cada vez mais na sociedade e provocando uma série de problemas, um exemplo disso estão nos dados da CNN, que dizem que em meio a uma pandemia do coronavírus, o número de pessoas que vivem abaixo da linha da pobreza triplicou, e atinge cerca de 27 milhões de brasileiros. Essa conjuntura configura-se como uma violação do “Contrato Social” do filósofo John Locke, já que o estado não garante direitos sociais indispensáveis, como a saúde e a alimentação.
Ademais, é fundamental apontar a falta de oportunidades de trabalho como um impulsionador da pobreza e da fome no Brasil. Segundo o IBGE, cerca de 33 milhões de brasileiros estão desempregados por conta da pandemia. Diante disso, é notório que estão em falta novas oportunidades de emprego no Brasil, assim, muitas famílias estão sem uma fonte de renda própria, tendo que sobreviver de ajudas. Esse cenário viola o Art. 6 da constituição federal, onde é dito que o trabalho é um direito de todos, logo, é inadmissível que isso continue a perdurar.
Depreende-se, portanto, a necessidade de combater a desigualdade e a fome. Para isso, é imprescindível que o Governo por intermédio de campanhas, faça visitas às regiões mais pobres do Brasil, onde devem ser oferecidas assistências e oportunidades de emprego às famílias que vivem situações de miséria. Dessa forma, as taxas de desemprego e fome reduziriam, ocasionalmente diminuindo a desigualdade social no Brasil.