Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 17/07/2021
A partir de mecanização da produção, o estímulo ao consumo tornou-se um fator primordial para a manutenção do sistema capitalista. De acordo com Karl Marx, filósofo alemão do século XIX, para que esse incentivo ocorresse, criou-se o fetiche sobre a mercadoria: constrói-se a ilusão de que a felicidade seria alcançada a partir da compra do produto. Ao fazer uma analogia com a situação brasileira, percebe-se um aumento da desigualdade social, uma vez que somente uma parcela da coletividade consegue usufruir do consumo, o que ocasiona a fome acentuada em regiões precárias. Tal fato é influenciado pelo desemprego desenfreado, que gera baixa condição financeira, e pela falta de campanhas, que buscam adquirir cestas básicas. Assim, é notório problemas tais como: alto desemprego e baixa conscientização acerca da temática por parte da sociedade.
Em primeiro plano, é importante destacar que os avanços tecnológicos ocorridos no século XXI contribuíram para a progressão do desemprego no país e, posteriormente, para a baixa condição financeira que influencia para o maior desenvolvimento da fome. Isso porque, com tais avanços, houve a substituição da mão de obra humana pela máquina, uma vez que esses equipamentos assumem funções de maior produtividade sem gerar prejuízo a empresa. Mediante a isso, ocorre a destituição do funcionário, que ocasiona a diminuição de sua renda e o impossibilita de adquirir determinado produto. Tal fato pode ser evidenciado por uma pesquisa realizada pela página online G1, no ano de 2021, que revela que a nação atingiu um recorde de 14,7% de desempregados só no 1 trimestre.
Entretanto, o desemprego não é o único aspecto existente nesse cenário brasileiro. Além disso, é evidente que a baixa conscientização das pessoas acerca do tema central contribui ainda mais para a atual situação, uma vez que a coletividade não está habituada a implementar campanhas sociais com o objetivo de adquirir alimentos básicos para famílias precárias. Correspondente a essa ideia, de acordo com Franklin D. Roosevelt, ex-presidente dos Estados Unidos, a prova do progresso não é se aumentar a abundância dos que têm muito, mas se providenciar o suficiente para os que têm muito pouco. Dessa forma, a ausência de medidas relacionadas a essas problemáticas, torna-se prejudicial para o país.
Portanto, é evidente a necessidade de medidas mais eficazes que venham a amenizar os impactos gerados. Por conseguinte, cabe ao Governo, juntamente a ONGs, desenvolverem campanhas e palestras sobre o tema central, principalmente ao público juvenil e adulto, por meio de verbas governamentais e parcerias com instituições educacionais, com a utilização das mídias sociais e meios impressos, como também a participação dos educandos e seus respectivos responsáveis legais, a fim de que assim possa haver melhor conscientização acerca da temática no ambiente social e escolar.