Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 16/07/2021

Desde a Idade Antiga a fome é um dos principais conflitos e disputas no mundo, estando diretamente relacionada a desigualdade social, em que uma se torna consequência da outra, sendo assim ressaltando à má divisão de recursos entre os países desenvolvidos e subdesenvolvidos, pois um apresenta mais benefícios e elevado desenvolvimento socioeconômico, disponibilizando mais recursos para a população. Atualmente mesmo com todo o desenvolvimento técnico-agrícola e integração mundial que ocorreu, a subalimentação em pleno século XXI ainda existe, apresentando um grande excesso relacionado a disponibilidade de comida entre as parcelas da sociedade.

Não somente um tema atual, mas também que perdura durante milhares de anos, a fome e a desigualdade social estão presentes em indivíduos subnutridos, pessoas que continuamente não tem acesso a calorias suficientes para nutrir as necessidades energéticas, em que alguns problemas como a deficiência na má distribuição de alimentos, desperdício de alimentos e desigualdades econômicas, são alguns dos agravantes para esse problema no século XXI.

Hodiernamente, com a pandemia da COVID-19 agravou-se ainda mais o cenário de desigualdade social e fome, pois gerou desemprego, aumentando assim a má condição financeira de milhares de famílias, ademais, sobre dados da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) as populações mais vulneráveis são as crianças menores de 5 anos de idade, mulheres em período de amamentação e populações pobres que vivem em países em desenvolvimento, em que uns são bens mais beneficiados que outros. Como consequências podem acarretar a desnutrição, deficiências por falta de vitaminas, falta de desenvolvimento físico e mental, entre vários outros danos relacionados a saúde.

Portanto, é imprescindível a ação de órgãos internacionais como a Organização das Nações Unidas (ONU) frente a esse problema. Devem buscar medidas que promovam uma maior efervescência econômica nos países subdesenvolvidos, levando assim, a uma maior qualidade de vida e modernização. Além disso, o Governo juntamente com ONGs devem visitar comunidades carentes e oferecer apoio ás famílias para que possam se recuperar, por meio de assistentes sociais, distribuição de cestas básicas e reajuste no valor da bolsa família a fim de garantir a dignidade do cidadão, tentando assim melhorar a qualidade de vida desses grupos.