Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 17/07/2021
Na obra “A rainha vermelha”, de Victoria Aveyard, é retratada uma sociedade extremamente desigual dividida pelo sangue, onde os prateados representam a elite e desfrutam de uma vida boa e luxuosa, enquanto os vermelhos são humildes, destinados a servir a elite prateada e lutar por sua sobrevivência até o momento em que eles decidem criar uma revolta contra os prateados e formar a guarda escarlate. Fora da ficção, essa obra demonstra-se semelhante à realidade, uma vez que a sociedade contemporânea apresenta diversos problemas sociais. Diante disso, é necessária a discussão quanto à fome e a desigualdade social no século XXI.
Primeiramente, é valido citar que, de acordo com a Constituição Federal de 1988, no art. 6, todo cidadão tem direito a educação, saúde, alimentação, trabalho, moradia, lazer, segurança e a previdência social. Entretanto, nem toda a população desfruta de tal benefício na integra, visto que as ações do governo para o comprimento desse direito são quase nulas. Nesse contexto, é válido mencionar que segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) 25% da comida desperdiçada conseguiria alimentar a população que passa fome e ainda sobraria alimento. Desse modo, a fragilidade constitucional fortalece a má distribuição de renda e alimentos, intensificando a fome e a desigualdade pela falta de estrutura governamental.
Nessa perspectiva, é valido citar o filme “O poço”, onde as pessoas, confinadas em uma torre, são obrigadas a se alimentar dos restos de comida dos andares a cima. Nesse filme é possível perceber a questão da fome e a relação com a desigualdade social, visto que os andares a cima recebem mais alimentos a medida que os níveis mais baixos não tem oque comer. Bem como fora da distopia onde os alimentos se concentram nas classes sociais mais altas enquanto as classes mais baixas passam fome.
Diante do exposto, fica claro que é necessário intervir diante dessa problemática. Para isso, cabe ao Poder Público, Integrar democracia com eficiência econômica e justiça social, impondo regulamentos rígidos e penalidades severas para a má distribuição de recursos e realizar a fiscalização, a fim de proporcionar uma distibuição de recursos mais justa. Ademais, cabe ao Governo, juntamente com as mídias sociais, promover campanhas que incentivem as pessoas a repensar o desperdício e a distribuição de alimentos. Somente assim o Brasil será capaz de conter os impactos dessa problemática e evitar que cenas parecidas com a revolta da guarda escarlate do livro “A rainha vermelha” aconteçam.