Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 18/07/2021

Na obra “Os Miseráveis”, o Autor Victor Hugo, narra a história da miserável vida de Jean Valjean, um homem extremamente pobre e que ao não possuir dinheiro, ele e sua família passam fome. Assim, embora ficcional, tal perspectiva retrata a alarmante desigualdade social e pobreza vivenciada por muitas pessoas no século XXI. Diante ao exposto, é imprescindível que medidas sejam criadas para minimizar essa problemática.

Em primeiro plano, é válido analisar que durante o século XVIII, o economista Thomas Malthus, desenvolveu a Teoria Malthusiana, na qual afirmava que o número de pessoas ultrapassaria a produção alimentar e, por isso, a pobreza assolaria o mundo. Entretanto, essa temível profecia não se concretizou devido á Revolução Verde, ocorrida no século XX, a qual introduziu inovações tecnológicas no campo. Assim, houve o aumento na produção de alimento, a ponto de suprir o mundo todo. Desse modo, a fome deveria ser erradicada, porém com a Revolução Verde vieram os agrotóxicos, as sementes geneticamente modificadas, os alimentos transgênicos e a monocultura, o que fez com que não acontecesse como o esperado.

Em decorrência disso, o desemprego e a obtenção de riquezas nas mãos dos ricos também contribui para o cenário de fome vivenciado na contemporaneidade. Segundo uma pesquisa feita em dezembro de 2020 pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan), mais de 116,8 milhões de pessoas estão em situação de insegurança alimentar ou passando fome no Brasil. Contraditoriamente, segundo dados revelados no jornal R7, os brasileiros desperdiçam 41 mil toneladas de alimento por dia. Desse modo, medidas são necessárias para reverter esse quadro.

Evidencia-se portanto que é papel do governo em parceria com as ONGs disponibilizar ajuda para população em estado social precário como: moradores de rua e catadores de lixo dirigindo eles a programas de governo habitacional e alimentícios exemplo a Vales nutricionais para que divergem-se em condições de vulnerabilidade socioeconômica, e ainda deve repensar projetos sociais como o Bolsa Família e o Fome Zero e a distribuição mais abrangente da renda nacional, beneficiando mais famílias que se encontram abaixo da linha de pobreza, bem como incentivar ações sociais vinculadas com auxílio das ONGs de todo o país, através de campanhas na mídia, para incentivar a solidariedade por meio de doações e gradativamente acabar com esse mal que ainda no século XXI mata diariamente pessoas.