Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 11/08/2021

O livro “O cidadão de Papel”, de Gilberto Dimenstein, propõe tirar o automatismo do olhar e enxergar as mazelas que afligem o Brasil contemporâneo. Nessa perspectiva, é necessário entender que a fome causada, principalmente, pela desiqualdade social afeta a sociedade como um todo. Assim, seja pela questão sociocultural e política, seja pela má distribuição de renda e riqueza, falta de políticas públicas e má administração de recursos públicos, o problema permanece silenciosamente afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente.

Em primeiro lugar, é importante destacar que o processo de colonização europeia e o avanço do capitalismo, corroboraram de forma intensiva para o entrave. Isso porque o sistema do capitalismo é baseado na capacidade de acúmulo de capital. Esse sistema possui maiores possibilidades de mobilidade, porém, alimenta-se ferozmente da desigualdade social.

Em segundo lugar, é válido ressaltar que a colonização europeia foi movida pelo interesse na exploração de recursos naturais. A retirada desses recursos, a exploração da mão de obra escrava ou de baixo custo e a ida de colonos para os territórios colonizados geraram um sistema desigual que perdura até hoje. Nesse sentido, é necessário que medidas imediatas sejam tomadas para que a sociedade de modo geral possa usufruir de seus direitos. Assim, fica claro que o legado de negligência e ignorância frente a fome a desigualdade social persiste e impede que o Brasil prospere rumo ao desenvolvimento social pleno. Por fim, entende-se que o problema tende a persistir, caso não haja intervenção.

Portanto, visando mitigar as entraves à resolução da problemática, algumas medidas são necessárias. Assim, cabe ao governo federal criar sistemas de apoio para a população acometida pelo problema por meio de cestas básicas mensais, apoio financeiro e psicológico ao povo, a fim de colaborar com o fim da desigualdade e da fome na sociedade.