Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 13/08/2021

No capítulo de Mudança, do livro Vidas Secas de Graciliano Ramos, o personagem Fabiano matou seu papagaio de estimação como alimento para ele e sua família, retratando a insegurança alimentar dessas pessoas. Infelizmente, fora do fictício, essas cenas são comuns no Brasil e em outras partes do mundo. Nessa perspectiva, a fome e a desigualdade social se complementam no século XXI, e vale a pena analisar suas causas e consequências.

Por meio da Revolução Verde, as práticas e tecnologias das fábricas industriais podem ser colocadas no meio rural, aumentando a produção de alimentos. Porém, a superprodução de alimentos não é suficiente para eliminar a fome no mundo, pois o problema está centrado na distribuição desigual dos alimentos. Além disso, é importante destacar que, ao contrário das áreas rurais e dos países subdesenvolvidos, os países desenvolvidos e os grandes centros urbanos possuem mais deste produto, o que acarreta grande desperdício de alimentos. De acordo com a FAO, uma organização das Nações Unidas dedicada a questões de alimentação e agricultura, 1/4 do que foi desperdiçado poderá alimentar os famintos, mas ainda haverá comida excedente. Portanto, é claro que a revolução verde é necessária, mas ainda existem obstáculos para amenizar esse problema.

Portanto, óbviamente a fome e a desigualdade social no século XXI não são apenas um problema de saúde pública, mas também econômico e social. Portanto, o governo tem a responsabilidade de atualizar programas que contribuam para a distribuição de renda e alimentação, como o Bolsa Família e o Fome Zero, para que mais pessoas tenham boas oportunidades futuras, como melhores empregos, aumento de renda e melhores condições de vida. Além disso, é necessário que a mídia trabalhe com as ONGs para encorajar as pessoas a repensar o desperdício e a distribuição de alimentos. Desta forma, o Brasil poderá reduzir o impacto desse problema, e cenas como Fabiano em Vidas Secas não sairão do romance.