Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 13/08/2021

Segundo aquirido pela Constituição de 1988, faz parte do direito para todo indivíduo que haja acesso pleno aos instrumentos básicos para o sustento básico de vida, como educação, segurança e saúde. Entretanto, a realidade se apresenta de maneira ainda mais conspícua ao denotar que o cenário atual é ainda mais trágico, nesse pretexto convém expor a latitudes da fome e desigualdade social. Á vista disso, ressalta-se que ao que acerca a fome e desigualdade, a negligência em combater os indicadores corretos apenas torna os meios constitucionais mais outro fator propulsor dessa crise humanitária. Portanto, é essencial que seja explorado medidas que sejam prudentes diante do cenário catastrófico.

Primeiramente, pontua-se em destaque a relevância adequada na abordagem no contexto geral. Outrossim, segundo estudos divulgados nesta última segunda-feira pela Cepal (Comissão Econômica para América Latina e o Caribe), a pobreza atinge 28% da população latino-americana, 167 milhões, sendo que destes, 71 milhões se encontram em pobreza extrema ou indigência. Nesse panorama, é possível observar que em frente à desigual distribuição de renda, há diversos outros fatores que implicam nas condições deformantes para qualidade ideal de vida. Em sua maioria, é o que segue às análises do professor do Instituto de Relações Internacionais da USP (Universidade de São Paulo) José de Eli da Veiga, que afirma que as implicações variam além de mera distribuição de renda, pois a pobreza presente na qualidade de vida inclui, com este, a precária acessibilidade de recursos básicos de vida que são previstas em seus direitos, mas fortemente negligenciados pelo serviço estatal. Desse modo, o que resta para tais populações, afastados delas a capacidade de recorrer por justiça, é viver em submissão às condições extremas que a renumeração de serviço, sendo esta muitas vezes boa, é incapaz de repor.

Destarte, é por tal ótica em que se deve recorrer por modos de revigorar os direitos da grande gama de pessoas que vivem em condições de extrema de pobreza. Por isso, recorre-se às ações do Poder Público para que seja restabelecido programas de distribuição de renda e alimentos, como a Zero Fome e Bolsa Família, oferecendo a acessibilidade ideal e oportunidades futuras, mesmo atuando como mediadores por um resultado a curto prazo. Contanto, a longo prazo, entendendo  que a fome e desigualdade são problemáticas também ao setor econômico e social, fica por responsabilidade do Ministério da Economia em incentivar os investimentos privados para projetos que propiciam não apenas o acúmulo de riqueza, que pode ser futuramente reinvestida, mas em meios que podem contribuir para mitigar a fome e, através do monitoramento por parte do poder legislativo através do sancionamento de leis, desigualdade institucional diante da asseveração de direitos renumerados.