Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 11/08/2021

De acordo com a ONU, é pobre o indivíduo que vive com menos de $2,00 por dia. E atualmente, há mais de 780 milhões de pessoas vivendo abaixo desse Limiar Internacional da Pobreza. E essa falta de renda, tem como consequência a carência dos alimentos necessários para alimentação humana, o que traz a fome. Outra influência ocorreu também em decorrência da grande taxa de desemprego, pois sem uma renda não há possibilidade da compra de alimentos. Portanto, é notório que a pobreza e a fome caminham juntas, e o aumento daquela, tem como consequência o aumento desta também. O que acaba por atingir diretamente outro índice, a desigualdade social.

Assim sendo, em decorrência da pobreza, há claramente uma hierarquia de classes, onde as mais altas podem comprar seu alimento, já aquelas inferiores não têm a mesma facilidade. Dessa forma, levando em consideração que há no mundo, aproximadamente, 780 milhões pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza e só em 2020, em média, 765 milhões de pessoas no mundo enfrentam a fome, há uma ligação. Os números não são aproximados só por acaso, a interligação entre ambas é clara. Bem como a taxa de desemprego influencia nesse índice, pois sem uma renda fixa há maior dificuldade na compra de alimentos. No Brasil o desemprego mantém recorde de 14,7% e atinge 14,8 milhões, diz IBGE

Da mesma forma, a fome é um retrato da desigualdade social. Um estudo divulgado pela ONG britânica Oxfam mostrou que em 2018 os recursos acumulados pelo 1% mais rico ultrapassaram a riqueza do restante da população. Tais dados confirmam uma frase muito conhecida e muito utilizada, principalmente por Robert Toru Kiyosaki, escritor de “Pai Rico’’, que é " Os pobres tendem a ficar mais pobres e os ricos mais ricos”. Assim sendo, com o aumento das desigualdades sociais, ou o pobre fica mais pobre, ou o rico mais rico. Com o rico mais rico a desigualdade social aumenta, com o pobre mais pobre ela também aumenta, porém a taxa de fome vem juntamente.

Portanto, fica evidente, que a fome e a desigualdade se deve não só a esfera econômica, mas também social. Dessa forma, para que a questão da fome e da desigualdade social diminua, é necessário que inicialmente o governo aja em programas de auxílio de renda, como o Bolsa Família, para assim minimizar o mais crítico da situação. Novos empregos também devem ser gerados, mesmo que por contratos feitos com indústrias de fora, para sua ida às áreas onde há maior concentração de desemprego. Para que assim o indivíduo possa ter uma renda fixa. Como consequência dessas ações, há a diminuição da taxa de desemprego, de pobreza, bem como as desigualdades sociais diminuem devido à diminuição da pobreza.