Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 12/08/2021
Dados de uma pesquisa realizada pela FAO, organização da ONU (Organizações das Nações Unidas) mostram que regiões do mundo desde 1990 adquiriram progressos em questão de pessoas subnutridas. Regiões essas como o Brasil, que saiu do mapa desde 2014. Embora seja uma conquista, o problema da fome e da desigualdade social continua presente, visto que ainda é uma questão muito discutida no território brasileiro. Dessa forma, em razão da falta de debate e de uma lacuna educacional, emerge um problema complicado que precisa ser revertido.
Primeiramente, é preciso salientar que o silenciamento é uma causa latente no problema. Segundo Foucoult, na sociedade pós-moderna muitos temas são silenciados para que estruturas de poder sejam mantidas. Diante disso verifica-se uma lacuna em torno dos debates sobre a desigualdade e a fome, o que contribui com o aumento da falta de conhecimento do população sobre a questão, tornando sua resolução mais dificultada.
Em segundo plano, outra causa para a configuração do problema é uma base educacional lacuanar. De acordo com o filosofo Kant, se há um problema social, há como base uma lacuna educacional. No que tange à discrepância da fome e da desigualdade social, verifica-se uma forte influência dessa causa, uma vez que a escola não tem cumprido seu papel no sentido de reverter e prevenir o problema, visto que não tem trazido conteúdos que tratam dos assuntos às salas de aula.
Portanto, uma intervenção faz-se necessária. Para isso, é preciso que as escolas em parceria com a prefeitura promovam espaços para rodas de conversa e debates sobre a questão no ambiente escolar, tais eventos podem ocorrer no período extraclasse contando com a presença de professores profissionais da área do combate à desigualdade e pessoas que ja passaram ou passam por dificuldades do tipo. Além disso, esses eventos devem ser abertos à comunidade a fim de que mais pessoas compreeendam a importância do combate a fome e a desigualdade no país e no mundo e se tornem cidadãos atuantes na busca de resoluções. A partir dessas ações, poderá se consolidar um Brasil melhor.