Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 10/08/2021
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê a igualdade e a dignidade como inerentes a todo cidadão brasileiro. No entanto, observa-se exatamente o contrário quanto à questão da fome e da desigualdade social no século XXI. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema, em virtude do silenciamento e da negligência governamental.
Sob esse viés, a falta de holofotes é um desafio presente no problema. Essa compreensão dialoga com o pensamento de Djamila Ribeiro, filósofa brasileira, a qual afirma que é preciso tirar uma situação da invisibilidade para resolvê-la. Porém, há um silenciamento instaurado na questão da fome e da desigualdade social no século XXI, visto que pouco se fala nas redes sociais e nos jornais sobre a atual situação brasileira, impedindo que, por exemplo, tais assuntos sejam contestados, contribuindo, assim, para a perpetuação dessas disparidades sociais e para a alienação do povo - já que esses fatos estão no esquecimento. Logo, são necessárias medidas para mudar esse cenário maléfico.
Ademais, é imprescindível pontuar a ausência de políticas públicas. Para Aristóteles, filósofo grego, a política tem como função garantir o bem-estar social. Dessa forma, tal constatação é contrariada no dilema da fome e da desigualdade social, uma vez que o governo, que deveria garantir a igualdade e a dignidade à coletividade brasileira, ignora ações, como a criação de auxílios e a fiscalização das famílias mais carentes, que poderiam, potencialmente, melhorar os índices da qualidade de vida brasileira. Desse modo, é urgente que o papel do Estado - de que o pensador falou - seja efetuado.
É necessário, portanto, medidas suficientemente efetivas para combater a fome e a desigualdade social no século XXI. Posto isso, o Poder Público, com o apoio das grandes emissoras, deve criar campanhas informativas e, por meio das redes sociais, expor dados sobre os desafios enfrentados. Essa medida focará, principalmente, em tirar a fome e a desigualdade do esquecimento. Paralelamente, é preciso intervir sobre a carência de políticas públicas presentes nesse obstáculo. Dessa maneira, será possível tomar os preceitos da Constituição Federal uma realidade mais próxima.