Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 11/08/2021
“Vacina no braço, comida no prato” foi uma frase que se popularizou no Brasil durante a pandemia do Novo Coronavírus em 2020, remetendo não só a falta de imunização como ao aumento do índice da fome e da pobreza nesse período. Paralelo a isso, a desigualdade social no país, que alavanca o número de famílias que lidam com a fome, é causado principalmente por negligência governamental e pela falta de políticas assistencialistas suficientes para o problema em questão.
Em primeiro lugar, nesse contexto, faz-se imprescindível compreender o papel do governo para que seja possível mitigar a fome e a desigualdade. Desse modo, segundo Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, o cenário atual mostra um completo descaso com a situação da fome nas casas brasileiras. Logo, é impossível que soluções se concretizem sem o auxílio governamental.
Nesse mesmo viés, o Brasil encontra atualmente políticas assistencialistas para sanar a desigualdade social, porém, encontra desafios para a plena realização delas. Isso porque, para o sociólogo Leandro Karnal, tais políticas nunca foram de fato uma assistência a essa parcela da população mas sim, uma obrigação como país subdesenvolvido. Por isso, essas políticas necessitam de revisão.
Conclui-se, portanto, que a fome e a desigualdade social são problemáticas atuais pouco assistidas, apesar do seu grande impacto. Com isso, cabe ao Ministério da Cidadania, hoje responsável pelo Bolsa Família, garantir que a assistência seja não só monetária por meio do acompanhamento do processo de formação educacional e profissional da população baixa renda no país, a fim de assegurar que a desigualdade seja mitigada gradativamente no país.