Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 12/08/2021
A Organização das Nações Unidas (ONU) elaborou, em 2015, um plano de ação que visa a paz mundial. A Agenda 2030 conta com 17 objetivos, sendo erradicar a fome, um deles. É evidente que o Brasil, um dos maiores produtores alimentícios no mundo, produz o suficiente para alimentar toda a sua população. Entretanto, fatores como o desperdício e a desigualdade de renda fazem com que uma parcela dos cidadãos ainda enfrente a fome todos os dias.
Em primeiro momento, observa-se que, o país se encontra fora do Mapa da Fome, disponibilizado pela ONU, a desigualdade, porém, continua a assolar o país. Segundo dados do IBGE, o Brasil é o nono país mais desigual do mundo. Tal afirmação é reflexo de uma sociedade na qual mulheres, pretos, imigrantes e deficientes são considerados inferiores e não possuem os mesmos direitos e oportunidades que as classes privilegiadas.
Em segundo momento, percebe-se que, o Brasil desperdiça 26,3 milhões de toneladas de alimentos por ano, segundo a FAO. Enquanto toneladas de alimentos são jogados fora, milhões de brasileiros encontram-se em extrema pobreza e fome. A triologia de filmes norte-americana Jogos Vorazes retrata esse cenário muito bem. Enquanto a classe privilegiada, que representa a minoria da sociedade, esbanja alimentos e luxos, o resto da população sobrevive com o mínimo.
Cabe ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, portanto, administrar e fiscalizar a produção de alimentos desde a colheita. Garantindo, assim, que não haja desperdício e que o direcionamento desses produtos seja igualitário. É papel das prefeituras e da sociedade, também, se mobilizarem quanto à distribuição de alimentos em suas cidades. A fim de que a comida que seria jogada fora, seja doada aos mais necessitados. Buscando, dessa forma, diminuir os índices de desigualdade, assim como os de fome, e assegurar o bom funcionamento da sociedade brasileira.