Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 12/08/2021

A primeira lei de Newton, lei da inércia, afirma que todo corpo tende a permanecer em movimento, a menos que uma força atue sobre ele modificando o seu deslocamento. De maneira análoga, quando se discute no Brasil sobre os impactos da fome e da desigualdade social, observa-se a aplicação deste princípio, uma vez que diversas complicações, causadas principalmente pela má distribuição de recursos, permanecem sem mudança. Diante dessa perspectiva, devem ser analisadas as principais causas dessa problemática.

A priori, é possível afirmar que com o advento da Revolução Verde houve um aumento na produção alimentícia. Contudo, essa superprodução não foi suficiente para suprimir a fome no mundo. Outrossim, vê-se que a maior parte do que é produzido é enviado aos grandes centros urbanos e países desenvolvidos, tal distribuição acarreta num grande desperdício de alimentos. Segundo a FAO (Organização para Alimentação e Agricultura), 25% do que é desperdiçado seria suficiente para alimentar a população em subnutrição.

Ademais, fome e pobreza harmonizam entre si, uma vez que uma pode ser a causa da outra. Essa relação simbiótica se prova através do filme “O Poço”, onde prisioneiros são colocados em uma torre e se alimentam dos restos de comida do nível acima. Partindo pelo pressuposto de que cada nível é uma classe social, os níveis mais baixos são os que recebem menos alimentos, o que conduz a uma relação hierárquica que é passada de geração em geração e obscurece a ascensão social.

Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse problema. Para isso, cabe ao Governo Federal renovar programas que auxiliam na distribuição de renda e alimentos, como o Bolsa Família e Fome Zero, para que mais pessoas tenham acesso a boas oportunidades futuras, como melhores empregos, aumento da renda e melhores condições de vida. Além disso, é necessário que a mídia, juntamente o as ONGs, promovam campanhas que incentivam a população a repensar nos desperdícios alimentares e na distribuição de alimentos. Dessa forma será possível desenvolver uma força capaz de intervir nesses problemas, assim como descrito na lei de Newton.