Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 10/08/2021

Na lista de acontecimentos que exemplificam tal contradição, encontra-se a persistência da fome e suas consequências para a vida humana, a fome significa a deterioração do estado de saúde e desempenho produtivo e social de alimentos, resultante de uma ingestão de alimentos ou em baixa quantidade ou do tipo errado, ou ambos. Assim, passa o indivíduo que ingere diariamente uma quantidade insuficiente de calorias necessário ao funcionamento do seu organismo, o que pode ocasionar a perda de potencialidades físicas, intelectuais e sociais. Dados da Organização das Nações Unidas, de junho de 2002, revelou que 815 milhões de pessoas respondem com a fome em todo o mundo, No Brasil, 15 pessoas em média, morre de fome todos os dias, de acordo com a última pesquisa do IBGE, e 5.653 pessoas morreram por desnutrição também no Brasil.

A fome no Brasil é um problema antigo e sua origem está ligada como extremas desigualdades do país, pois a forma em que se concentra a extrema riqueza nas mãos de poucos, mantém uma grande parcela da população na pobreza. O alimento é um direito de todos, mas diante de uma sociedade capitalista que privatiza tudo tirando o direito á alimentação das pessoas deixando-as em uma miséria total, em outras palavras quem tem direito a uma alimentação digna passa a ser aqueles que têm poder de compra. Em 2014, o país estava vencendo a guerra contra a fome, ocasionado pelos autos investimentos governamentais em benefício de pequenos produtores rurais e políticas que incluíram a criação de um Conselho Nacional de Segurança Alimentar Nutricional, desenvolvido em parceria com a sociedade civil,

De acordo com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, o crescimento econômico dos países é um dos fatores chaves para a redução da fome mundial. Entretanto, é necessário que esse desenvolvimento seja feito de maneira inclusiva, que abranja como populações vulneráveis, promova mais oportunidades de desenvolvimento, melhore a produtividade e a renda dos pequenos produtores e dê mais meios para o sustento de sua subsistência. Assim, a desigualdade social tende a diminuir conforme a distribuição de renda interna aumenta, principalmente no campo. O aumento da produtividade nas pequenas fazendas familiares amplia a demanda de trabalho no campo, gera mais empregos e aumenta as receitas familiares assim como a distribuição de renda local.