Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 11/08/2021
A Constituição da República Federativa do Brasil, carta magna brasileira de 1988, assegura a todo cidadão o acesso à igualdade. Todavia, na prática, é evidente a ausência desse princípio na realidade do Brasil contemporâneo quando se observa a questão da crescente desigualdade social e a fome. Tal cenário ocorre, em especial, devido aos investimentos governamentais insuficientes e a concentração da propriedade de terras nas mãos de poucos. Isso posto, faz-se pertinente a reflexão desse contexto a fim de minimizar os empecilhos para a consolidação dos direitos constitucionais.
Em primeira análise, cabe pontuar a influência do Estado que se apresenta como obstáculo à concretização da garantia à dignidade humana, pois as ações e investimentos são insuficientes para acabar com a desigualdade social no Brasil. Nesse sentido, ganha relevância a perspectiva de Oscar Wilde, escritor irlandês, ao defender que o descontentamento é o primeiro passo para evolução social, por isso uma nação precisa de alternativas eficazes para reverter esse cenário em concomitância com a Constituição. Fica claro, então, a urgência de mitigar essa adversidade para evitar a crescente fome.
Além disso, convém frisar que a manutenção desse entrave promove inúmeras consequências aos indivíduos em virtude da má distribuição de propriedades rurais. Comprova-se isso ao recorrer a perspectiva da filósofa Hannah Arendt, em “Banalidade do mal”, ao afirmar que, em razão do processo de massificação, as pessoas perderam a capacidade de distinguir o certo do errado, tornando-se, cada vez mais, alienadas. Essa ideia se materializa na indiferença do corpo social relacionado à fome e desigualdade social no século XXI . Afinal, ao seguir essa linha de pensamento, fica evidente a carência de uma intervenção eficiente para mitigar o problema.
Por fim, ações do governo são necessárias para a realização da mudança de percurso desse problema. É preciso que o Poder judiciário, com o aopio do Governo Federal , crie leis eficazes voltadas a má distribuição de propriedades rurais. Isso pode ser realizado por meio de políticas públicas de igualdade social, com fito de reduzir e cessar a desigualdade social no Brasil. Outrossim, cabe ao Estado reedefinição dos investimentos e leis insuficientes mediante uma nova distribuição de verbas em projetos eficientes para que a fome e a desigualdade social no século XXI seja apenas um conceito teórico. Com tais ações, será possível cooperar com o desenvolvimento nacional de forma a alcançar o princípio da República Federativa no Brasil.