Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 14/08/2021
A desigualdade social não é um problema moderno. Origina-se desde o período Colonial, em que, pela ideia etnocêntrica, as metrópoles extraiam riquezas de suas colônias e as adquiriam para si, deixando-a pobre e sem direitos. Não muito diferente, atualmente, com a consolidação do neoliberalismo, esse traz em sua bagagem a fome, devido a má distribuição de renda, e por conseguinte, a má distribuição de alimentos.
Tal modelo econômico põe o domínio da economia nas mãos das multinacionais, ou seja, uma minoria de pessoas. Como prova, de acordo com o PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) 52% de todo recurso global está na mão de apenas 1% de toda a população. Inserido dentro deste meio dominante, estão os grandes empresários do agronegócio brasileiro, que objetivam o lucro acima de tudo. Tanto que, ao invés de viabilizar os alimentos produzidos para o mercado interno do país, aumentando a oferta e consequentemente, diminuindo o preço, preferem exportar para aumentar seus lucros, o que faz com que os preços aumentem, sendo impossível a compra por parte da população.
Por outro lado, há problema na dieta alimentar. De acordo com a SVB (Sociedade Vegetariana Brasileira), em 2017, 485 milhões de grãos eram destinados a alimentação de gado. Se esse valor fosse reduzido em 50%, viabilizando-o para o consumo humano, toda a população faminta do mundo seria saciada.
Portanto, para que se acabe o problema da fome, no Brasil, o Estado por meio do legislativo, deve criar uma lei que aumente o número de produtos destinado ao mercado interno do país, a fim de diminuir os preços e torna-los mais acessíveis. Além disso, a sociedade deve diminuir o consumo de carne, a fim de que os grãos destinados ao gado sejam destinados ao consumo humano, principalmente aos famintos. Dessa forma, o problema da fome seria amenizado.