Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 14/08/2021

Estamos vivendo um momento de crise do capitalismo, onde , a cada dia, os trabalhadores perdem seus direitos e ficam em maior situação de vulnerabilidade. Também vivenciamos uma crise humanitária com uma pandemia de Covid-19, que escancara a extrema desigualdade e que é um dos pilares desse sistema pautado pelo capital.

Em grande parte, a fome tem suas raízes no processo de colonização que não teve no País. Uma colonização que buscava apenas a exploração das riquezas naturais e deixando a miséria e desigualdade por onde passou. Essa cultura ocidental colonizadora fez com que esse tema não fosse olhado com a importância devida, tanto é que são poucos os escritores que falam sobre isso até hoje.

Foi só depois de duas Guerras Mundiais e da Revolução Russa, na qual morreram cerca de 12 milhões de pessoas por fome, que o Ocidente trouxe a impossibilidade de conter esse assunto e a necessidade de estudá-lo. A partir daí, os cientistas passaram a estudar o caso da fome com mais profundidade e os Estados passaram a ser orientados a divulgar dados sobre a situação de suas regiões. A problemática da fome nem de longe é algo fácil de se resolver, é preciso mais do que medidas paliativas, são necessárias mudanças de estruturas da sociedade.

A fome pode ser designada como um “câncer social que corrói a humanidade, está plantada em todas as regiões do mundo onde existem as maiores discrepâncias nas distribuições das riquezas”.

Se pensarmos a riqueza de terras e de recursos naturais que possuímos e o quanto o mundo evoluiu em matéria de economia e em produção de riquezas, nunca poderíamos aceitar que ainda existem pessoas que passam e que morrem de fome. O grande problema é que a causadora da fome não é a quantidade de alimentos ou de riquezas produzidas, mas sim, a sua acumulação por uma pequena fatia da população mundial.