Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 14/08/2021
No Brasil, a fome constitui uma chaga social, que impede o exercício pleno da cidadania, em um marcado historicamente por profundas desigualdades sociais. Nesse cenário, enquanto uma pequena parte da elite detém grande parte das riquezas produzidas, uma parte dessa população da população, cerca de 5 milhões, entre 2015 e 2017, segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, convive diariamente com a escassez alimentar - constituindo, dessa forma, um verdadeiro ataque à dignidade da pessoa humana. Com efeito, este cenário tem como pano de fundo problemas relacionados à concentração de terras bem como à desproporcional distribuição de alimentos.
Em primeira análise, durante o século XX, inúmeros trabalhadores, objetivando se esquivar da fome e da pobreza, migraram em direção às grandes metrópoles, a sabre, São Paulo e Rio de Janeiro, em busca de empregos, visto que, grande parte, não possuíam terras para produzir. Este quadro revela que persistir no território brasileiro uma concentração de terras, um impedimento para o desenvolvimento social e econômico das famílias. Nesse caminho, a reforma agrária - sendo um direito amparado juridicamente - surge como uma forma de garantir uma partilha justa de terras, que, acima de tudo, permitir reduzir a desigualdade social.
Portanto, buscando contribuir para a erradicação da pobreza, ou, até mesmo, atenuá-la, às prefeituras municipais caberiam dedicar uma verba específica, doada mensalmente, para as famílias que vivem à margem da sociedade, sem condições de alimentação e em estado de pobreza , um fim de condições de cidadania aos brasileiros. O valor publicado seria dedicado a compra de alimentos e para necessidades básicas do ser humano. Dessa forma, seria possível alimentar a esperança que, por fatores políticos, sociais e econômicos,