Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 14/08/2021

Segundo Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações socias, políticas e econômicas é característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI. A fome e a desigualdade, refletem bem essa realidade, uma vez que persiste influenciado pela má distribuição de renda e a falta de investimento na área social contribuindo assim para essa problemática.

“O primeiro direito de um homem é o de não passar fome.” Josué de Castro. De acordo com Josué, a fome de alimentos é um instinto primário. Isso é chocante para uma cultura racionalista que procura a todo tempo impor o predomínio da razão sobre os instintos. No caso da fome de alimentos, mais do que a razão moral, há os interesses econômicos de uma minoria privilegiada que quer manter em sigilo esse assunto, transformando-o em tabu. Essa minoria entende o alimento apenas como algo econômico destinado para seus lucros, sem olhar para a função social e para o bem-estar da população.

Além disso, nota-se, ainda, que a má distribuição de renda é a principal responsável não só pela desigualdade social, como também pela fome no mundo, e a falta de investimentos na área social acentua ainda mais esse problema. Tendo em vista que, muitos Países, principalmente os emergentes, devido ao processo de industrialização e urbanização de países desenvolvidos, vem mudando o seu perfil, transformando-se em exportadores de alimentos, ocasionando não só concentração de investimentos nesse setores como também a própria fome no seu país.

Torna-se evidente, então, que medidas precisam ser tomadas. Em um primeiro momento entidades mundiais como a ONU devem propor aos Países uma reforma que possa incluir uma maior parcela da população, dando condições e suportes que possam sustenta-las no mercado de trabalho.  E cabe ao governo de cada Estado, juntamente com seu Ministério de Finanças, ceder aos programas sociais uma renda e alimentos para que as pessoas menos favorecidas possam ter acesso.