Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 14/08/2021
Não é uma surpresa dizer que a fome, condição na qual a pessoa não consegue comer o suficiente para alcançar suas necessidades nutricionais, sempre existiu, bem como a desigualdade social, que pode ser definida como a diferença de oportunidades, bens materiais e qualidade de vida que um cidadão possui em comparação com o outro, porém, tendo em vista que nos tempos atuais conceitos que prezam pela democracia e justiça são cada vez mais presentes, é necessário que temas, como os aqui de destaque, sejam, cada vez mais, levados para rodas de discussões na tentativa de serem resolvidos.
A ONU, órgão internacional que desempenha importantíssimo papel quendo se trata de questões humanas, por exemplo, é bem conhecida pelos projetos criados por ela, os quais pretendem tornar o mundo mais sustentável ao cumprirem, em cooperação mútua com as nações do mundo, objetivos pré-estabelecidos; um deles foi a chamada “Fome zero”, programa que tem por objetivo erradicar ou, senão, chegar bem perto de acabar com a fome no mundo, mas é preciso levar em consideração que a fome em si não é um fator isolado, mas sim um variável que a todo momento pode mudar, tanto para melhor (se diminuir) como para pior (se aumentar),dependendo das condições. Um belo exemplo disso é a pandemia que o mundo está enfrentando; por causa dela, governos foram quase que obrigados a fazerem os famosos “lockdowns” e, como consequência, várias pessoas foram demitidas , houveram reduções tanto nas importações como nas exportações de alimentos, o que acaba resultando em uma porcentagem menor de comida disponível, bem como o fato dos desempregos, aliado com as condições anteriores de pobreza e desigualdade de muitos, fez com que várias populações tenham menos dinheiro para comprar alimentos considerados básicos.
Acabar com essa situação até 2030, como prevê os projetos da ONU, é de extrema importância, pois não só vidas serão salvas, mas como várias pessoas passarão a viver de maneira mais justa e devida e uma boa maneira de diminuir a fome e, pelo menos, um pouco da desigualdade, seria através de iniciativas governamentais que tenham por objetivo fazer parcerias com setores de serviços privados que sejam especializados em trabalhos que possam, de alguma forma, auxiliar na realização de tarefas que visem a despoluição de corpos d’água, tratamento de esgoto e água, pavimentação de ruas e outras tarefas de mesma naturaza; e o melhor é que em muitas dessas atividades, se forem públicas, cidadãos com experiências básicas naquele determinado tipo de trabalho poderiam ser chamados para trabalhar, assim, garantindo um salário no final do mês que pode ser usado para comprar itens necessários e, até mesmo, tirar aquele homem da faixa de pobreza.