Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 13/08/2021

O número da fome e da desigualdade social cresceu de forma absurda nos últimos anos, sendo um problema que dificulta e empobrece a qualidade de vida da população brasileira. A desigualdade social no Brasil vem desde os tempos do Império, e, em 1850, a Lei de Terras serviu como um agravante para tal situação que, lamentavelmente, ainda deixa resquícios na sociedade atual. Diante dessa situação, diversos quadros sociais são afetados e um deles é a questão da fome.

A indústria alimentícia vem aumentando cada vez mais. Por isso, a fome é causada mais pela falta de dinheiro, que pela falta de comida. Se você vive no meio do mato, em um país com recursos naturais abundantes, e caça liberada, ai a fome estará relacionada com outros fatores ao invés do dinheiro. Mas, sabemos que esse não é o caso da maioria dos habitantes do planeta. Logo, o dinheiro acaba sendo o meio mais comum para adquirir alimento, e sua falta, o fator principal para a falta dele. A produção alimentícia aumenta, mas a fome não reduz, devido ao simples fator do poder aquisitivo.

A questão da fome está intrínseca com a desigualdade social, pois são variáveis de uma mesma equação, quadro esse, que é sustentado pelo próprio sistema capitalista que a sociedade está inserida. Uma “globalização perversa” que enxuga a ação do Estado, com intuído de privilegiar o mercado financeiro, contudo o que promove é a desvalorização do próprio homem, dado que o centro da motivação da sociedade é o dinheiro e não ideais de igualdade e fraternidade.

Entidades mundiais como a ONU devem propor aos Países uma reforma que possa incluir uma maior parcela da população, dando condições e suportes que possam sustentá-las, o Governo deve investir, monetariamente, na educação com o intuito de acabar com o analfabetismo e, por meio de cursos técnicos e capacitação, qualificarem os cidadãos para o mercado de trabalho.