Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 11/08/2021

Como defendeu o geógrafo Milton Santos, o fenômeno da globalização é uma causa do agravamento do supercapitalismo e, portanto, do aumento da fome e da pobreza no mundo. Sob essa conjectura, no contexto atual do século XXI, é possível afirmar o impacto da concentração de renda desse sistema econômico a desnutrição. Portanto, é necessário modificar essa situação, seja para tornar exigíveis os direitos sociais estipulados na constituição, seja para desconstruir a cultura da negligência diante dessa realidade global.

Antes de mais nada, é preciso apontar como esse problema social se enraizou na história do Brasil. O certo, é que embora vários séculos ocorreram se passado desde o estabelecimento das capitanias hereditárias na colônia brasileira, a realidade da concentração fundiária ainda existe, manifestada em grandes deduções de terras pertencentes a grandes latifundiários, mas sem cumprir funções sociais. Nessa assimetria social, não só aumenta a fome pela impossibilidade de muitas pessoas entrarem nesses espaços, mas também viola o direito à alimentação e à saúde previsto na Carta Magna.

É importante notar que, de acordo com a Oxfam, 99% da população detém apenas 5,5% da riqueza mundial. Nesse contexto, a pobreza, a fome e a desigualdade assolam o século XXI porque a renda não é bem distribuída e, o consumismo faz com que as coisas que são básicas se tornem cada vez mais caras, como alimentação e moradia. Para consolidar os pensamentos de Rousseau, que ele nasceu livre, mas por toda parte encontra-se acorrentado, e essa prisão seria a subalimentação e a extrema pobreza.

Portanto, o problema da fome e da desigualdade social no Brasil deve ser resolvido gradativamente. O Ministério do Trabalho deve formular um plano de qualificação dos trabalhadores e criar oportunidades no mercado de trabalho para reduzir a desigualdade social. Além disso, o Ministério da Educação deve preparar os alunos para o ingresso em universidades.