Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 13/08/2021

De acordo com Henry Wadsworth, poeta estadunidense, metade do mundo tem de suar e gemer, para que a outra possa sonhar. Nesse sentido, é revelado a disparidade existente na sociedade, em que a riqueza está concentrada na mão de poucos. Dessa forma, a realidade apresentada pelo poeta pode ser relacionada àquela do século XXI: a importância da extinção das desigualdades sociais e as consequências de tais na liberdade individual.

Em primeiro lugar, faz-se necessário lembrar as diversas problemáticas associadas as desigualdades sociais, as quais impactam diretamente no poder de se alimentar. De acordo com pesquisas, sociedades menos desiguais, paralelamente, possuem uma saúde melhor. Isso se explica pelo fato de que em uma sociedade menos desigual, a capacidade de poder-se fazer escolhas é muito mais ampla, diferente de locais onde a desigualdade se mantém fortemente, dispondo de empecilhos que impedem pessoas de ter uma alimentação digna. Portanto, é inaceitável a continuidade de tal adversidade, abrangendo proporções cada vez maiores, sem que haja um planejamento eficaz para detê-lo.

Consequentemente, tamanha desconformidade tende a se perpetuar. Isso porque, com o surgimento do capitalismo, se deu o início da desigualdade social, sistema o qual depende de tal disparidade para existir. Dessa forma, o condicionamento acontece mais do que se imagina, as pessoas introduzidas nesse racionamento detêm-se de um sentimento que persiste fazê-los acreditar que um dia irão alcançar a liberdade financeira. Infelizmente, a falta de liberdade para fazer escolhas tem tomado uma gravidade cada vez maior, são relatados inúmeros casos de desnutrição devido a impossibilidade financeira de muitas famílias em fazer compras, o que é cada vez realçado com o gradual aumento dos valores dos alimentos. Logo, é inadmissível que continue havendo a compactuação da manipulação indireta que determine quem deve gozar dos privilégios e quem será submisso deles.

A fim de solucionar esse impasse, é necessária a mobilização de determinados agentes implicados em amenizar o quadro atual. Para o exterminío da desigualdade social, urge que o Ministério da Educação, juntamente com Governo, promova, por meio de um projeto de lei entregue à Câmara dos Deputados, o desenvolvimento de palestras para a conscientização popular, combatendo assim toda forma de exclusão social existente. Tais palestras deverão incluir também dados expositivos, materializando tudo o que for falado. Somente assim, será possível que a realidade apresentada por Henry seja exterminada.