Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 12/08/2021

Entre os efeitos da consolidação do capitalismo como principal modelo econômico, destaca-se a expansão das diferenças sociais. Entre eles, a fome sempre foi objeto de polêmica, principalmente pela heterogeneidade de sua ocorrência. Portanto, vale citar o pano de fundo histórico e a concentração de renda como causa da fome.

Antes de mais nada, é preciso citar alguns dos motivos de tais problemas no Brasil. Um deles é a distribuição desigual de renda e alimentação. Portanto, a conclusão é que há quantidade suficiente para atender a demanda, mas nem todos podem pagar. Além disso, como os países coloniais têm sociedades estratificadas, esse ciclo é transmitido de geração em geração, com exceção da mobilidade social, é claro. Além disso, o custo de aquisição de propriedade privada no Império Brasileiro é bastante alto, muitas pessoas, principalmente os negros, não possuem terras próprias. Infelizmente, esse fato reflete a situação social do Brasil, pois muitas pessoas vivem em áreas perigosas porque não podem pagar pelos imóveis.

Além disso, a concentração de renda também é um fator que dificulta a erradicação da fome. De acordo com pesquisas, a fome existe em quase todo o continente africano, sendo caracterizada pela extrema pobreza e quase inexistente nos países industrializados. De um modo geral, é o resultado de um cenário onde os lucros e o progresso são avaliados a todo custo. Segundo Michel Foucault, as relações interpessoais são relações de domínio.

Em suma, a fome e a desigualdade social parecem ser prejudiciais e precisam ser combatidas. Para isso, o governo deve aumentar o financiamento para a construção de casas para pessoas que vivem em áreas de risco e sem-teto, a fim de melhor protegê-las de desastres naturais, como violência e deslizamentos de terra. Deve também desenvolver um novo plano de combate à fome no Brasil e abrir restaurantes populares para os sem-teto e aqueles que não têm condições de pagar pela alimentação. A educação pública de alta qualidade torna os jovens mais qualificados para empregos melhores e, em última análise, ajuda-os a sair da pobreza.