Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 12/08/2021
De acordo com Art. 3º da Constituição Federal do Brasil, “Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais.” Mostrando que, no papel e na lei, o país busca diminuir as desigualdades sociais e seus efeitos. No entanto, a fome tem sido um problema enfrentado por milhares de brasileiros. Assim, sendo uma problemática evidenciada diariamente por inúmeras pessoas, é de extrema necessidade a discussão sobre as causas e consequências do aumento da pobreza absoluta, além da má distribuição de alimento e de renda.
Sabe-se que no século XIX, foi introduzido à sociedade o capitalismo, sendo um dos principais motivos da atual desigualdade social. A relação entre fome e desigualdade é representada pela alta concentração de renda e riqueza para uma pequena parcela da população, considerando que 10% dos brasileiros mais ricos abrangem 43% da renda, mostra o fato de algumas pessoas se encontrarem em estado crítico de insegurança alimentar em locais onde o abastecimento não é um problema, o que comprova que a fome no mundo também é um problema sociocultural e político. Segunda a Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar, uma pesquisa feita em dezembro de 2020, 20,5% da população não têm alimentos suficientes e outros 19,1 milhões de pessoas estavam passando fome.
Devido aumento do índice de desemprego, o aumento do preço dos alimentos e o desperdício e má distribuição de alimentos, a população é afetada de diversas maneiras. Conforme a desigualdade social aumenta, a realidade das consequências da fome se tornam mais evidentes, como o alastramento da desnutrição. Inúmeros pesquisadores e professores alertam que a fome traz um desequilíbrio emocional. Além disso, dificulta o desenvolvimento de um país e até mesmo das pessoas que sofrem com esse problema.
Portanto, em vista dos fatos mencionado, medidas devem ser tomadas para resolução dessa problemática. Mesmo com projetos como o Bolsa Família e o Fome Zero, ainda é necessário que o Ministério do Desenvolvimento Social crie programas de distribuição de alimentos e de restaurantes populares, juntamente com a reforma agrária, isto é, a redistribuição de terras e maior apoio à agricultura familiar. Assim a busca pela redução da desigualdade social e a fome se mantenham e tragam em longo prazo uma melhor qualidade de vida para toda a população.