Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 14/08/2021

Segundo o romancista Victor Hugo, “O progresso roda constantemente sobre duas engrenagens. Faz andar uma coisa esmagando sempre alguém”. Ao observar a realidade social contemporânea, percebe-se que mesmo com o massivo desenvolvimento tecnológico e todas as facilidades e avanços  proporcionados por ele, problemas como a fome e a desigualdade ainda assolam milhões de vidas no Brasil e no mundo, fato que evidencia a ausência da discussão a cerca da problemática.

Primeiramente, vale ressaltar que a má distribuição dos recursos disponíveis (riquezas e alimento) é um fator de grande peso. Como posto anteriormente, o avanço tecnológico possibilitou um aumento significativo da produção de alimentos, além de facilitar nas transações de commodities. Porém, apesar de todos os benefícios proporcionados por esse salto, segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura), a falta de uma melhor organização quanto a distribuição dos recursos disponíveis, resulta em milhões de pessoas sem as condições básicas que permitam uma vida saudável, ao passo que há uma quantidade suficiente de alimento para atender a todos.

Ademais, é importante destacar que o contexto atual é decorrente de precedentes históricos, que podem explicar a vantagem de alguns países sobre outros. Durante o século XIX ocorreu o fenômeno do imperialismo, que consistia em uma política de dominação exploratória de países, envolvendo aspectos políticos, econômicos, sociais e culturais das nações de mais poder entre os estados da Europa. O continente africano é um exemplo ideal dos danos causados por esse evento, pois seus países, majoritariamente, dispõem de uma economia extremamente fragilizada e subdesenvolvida, em decorrência da constante exploração sofrida e a total falta de apoio após os processos de independência e tentativa de ingresso no mercado comercial.

Assim sendo, é fato que a fome e a desigualdade social estão longes de serem solucionadas, diante disso, medidas devem ser tomadas a fim de erradicar a problemática. Em primeira instância, seria de suma importância o pronunciamento do Brasil a cerca do assunto, visando alcançar outros países para que haja a criação de um bloco econômico, que ofereceria suporte as nações que enfrentam adversidades quanto a precariedade nas condições de vida da população. Uma das ações do bloco seria o envio de tropas militares que dariam apoio e distribuiriam comida em locais remotos e de miséria. A ação procura mitigar os índices de indivíduos em estado de subnutrição, além de reestruturar as economias fragilizadas de países que outrora foram explorados.