Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 13/08/2021
“Não há competição onde há desigualdade de condições. Há covardia.” A frase do escritor e ativista social, Eduardo Marinho, exprime de forma sucinta a realidade da sociedade contemporânea brasileira, que se encontra em um cenário no qual a fome e a desigualdade social caminham lado a lado. Nessa perspectiva vale analisar as causas e consequências dessa questão.
Com a Revolução Industrial houve o crescimento das desigualdades entre burguesia e proletariado. Este trabalhava em condições insalubres, sofria forte exploração e recebia salários baixos, o que proporcionava grande mais-valia para os donos dos meios de produção. Paralelamente, o aumento do poder econômico de uma minoria também representa o aumento do poder político da mesma maneira que dificilmente o avanço das medidas de distribuição de riquezas. Logo, como resquício desse período, 28% da população latino-americana é atingida pela pobreza, segundo estudos da Comissão Econômica para América Latina e o Caribe.
Outrossim, o fato do século XXI ser marcado por grande desenvolvimento tecnológico, porém ainda não ter combatido uma necessidade de configurar um paradoxo. Uma vez que a Revolução Verde proporciona o desenvolvimento de maquinários agrícolas, insumos e sementes geneticamente modificadas, que apresentam maior resistência, a fome não deveria existir. Com isso, o fato dessa desnutrição ainda se faz presente na vida de alguns que o problema não está na produção de alimentos e sim na sua distribuição.
É notória, portanto, uma causa de fatores de cunho histórico e contraditório na temática em discussão. Nesse viés, cabe ao governo, por intermédio de seus órgãos responsáveis, fornecer amparo social para a parte da população que se encontra em condição de pobreza e sancionar leis gerais minar a desigualdade. Tal medida pode ser efetivada por meio de programas como o Bolsa Família, as cotas nas universidades e o investimento em educação pública, visto que o ensino promove a ascensão social. Ademais, é importante que uma população população se mobilize na luta pela igualdade. Para isso, é necessário a realização de campanhas, protestos pacíficos e passeatas nas ruas. Somente assim, será possível acabar com a subnutrição e a discrepância entre as classes e obter uma sociedade mais justa e harmônica.