Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 13/08/2021
É de conhecimento geral que o avanço tecnológico trouxe para humanidade diversas conquistas em diversos eixos socioeconômicos, no entanto, apesar destes feitos, infelizmente não são todos os grupos sociais que possuem acesso e direito de desfrutar do privilégio da tecnologia. Tendo a fome e a desigualdade de classes como maior exemplo. Logo, é de extrema urgência a tomada de medidas de intervenção diante dessas disparidades.
No livro Vidas Secas, de Graciliano Ramos, há um capítulo no qual um dos personagens principais mata seu papagaio de estimação no intuito de suprir a fome de sua família, retratando a dura realidade que ocorre ainda hoje nos dias atuais. Podendo citar o contexto histórico de desenvolvimento regional, onde se tem uma região a qual se desenvolve mais que outra, carregando parte da culpa sobre a grande diferença de renda das famílias brasileiras.
Em consequência disso, é possível notar quanto as disparidades sociais atingem e refletem no desenvolvimento de várias áreas tanto no âmbito social, quanto econômico e científico contemporâneo, ampliando a problemática da fome e, consequentemente, gerando o aumento nas mortes e na contração de doenças. E apesar disso, ainda existe em outro plano o desperdício de alimentos, com 30% destes sendo produzidos e desperdiçados enquanto uma a cada nove pessoas passam fome no país, segundo a WFP (Programa Mundial de Alimentos).
Portanto, tendo em vista as circunstâncias abordada, são necessárias medidas de intervenção voltadas para a extinção da fome no Brasil, tomadas pelo Estado, que deve criar projetos de ajuda econômica para familías que se encontram em estado de vunerabilidade de renda. Campanhas de conscientização com o auxílio de ONGs também devem colaborar nesse processo, lutando e ensinando acerca do desperdício de alimentos e ajudando com doações para pessoas necessitadas, procurando assim diminuir a influência das desigualdades sociais.