Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 13/08/2021
A fome deveria ser um problema ultrapassado, já resolvido, ao menos após a revolução verde, que tinha como objetivo intensificar a oferta de alimentos, mas as consequências do aumento significativo na produção desses recursos ocasionaram um crescimento geométrico na fome.
A subalimentação está presente em 795 milhões de indivíduos, que não tem acesso a calorias suficientes para suprir suas necessidades energéticas diárias, e a maioria dessas pessoas vive em países em desenvolvimento. A maior parte da população pobre e subnutrida está inserida em regiões rurais, onde a agricultura familiar prevalece como modo de organização de produção, assim, pequenos agricultores possuem quatro vezes mais de chance de serem pobres do que qualquer outro indivíduo empregado em outro setor da economia. Esses agricultores são responsáveis por 80% da produção mundial de alimentos.
O problema geral da fome está associado a pobreza e a deficiência na distribuição dos alimentos, mas não a produção desses recursos. Há uma grande desigualdade na construção da estrutura social, fazendo assim, com que as populações pobres tenham recursos financeiros muito reduzidos, tendo dificuldade em ter acesso à alimentação.
A fome e a pobreza andam lado a lado, sempre colocando os indivíduos afetados em um ciclo de miséria difícil de ser quebrado, trazendo danos à saúde física e mental dessas pessoas, gerando instabilidade política e social e dificultando os esforços dos estados em reduzir esses problemas.
Esse tema requer várias linhas de ações diferentes, do governo, que deve pensar nas políticas de promoção de segurança alimentar como um projeto alternativo de desenvolvimento, tendo como central um crescente processo de inclusão social; reformular antigas iniciativas de curto prazo, como a Fome Zero e o Bolsa Família e rever outras maneiras de redistribuição de renda e reforma agrária. Quanto a sociedade, cabe a solidariedade por meio de campanhas.
Concluindo, a fome no mundo é mais que uma questão de saúde pública, já que suas reízes estão enterradas na própria estrtura social.