Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 13/08/2021
Na obra “A Desigualdade no Mundo: uma Nova Abordagem Para a era da Globalização” de Branko Milanovic, aborda uma tese inédita sobre as dinâmicas que mobilizam a desigualdade a uma escala global. Entretanto ainda pode se observar muitos problemas de desigualdade social e fome até os dias de hoje. Embora a pobreza seja um dos principais indicadores, o nível de abandono é um precursor da doença de raiz principalmente no Brasil.
Em primeiro plano, entende-se como a desigualdade social a diferenciação de classes por questões de renda, cultura, política, espaço geográfico e demais atribuições que evidenciam o favorecimento de determinadas pessoas em detrimento de outras. Na visão do filósofo político John Rawls, por exemplo, as desigualdades econômicas podem levar a injustiças que favorecem pessoas ou empresas que detém privilégios. Dentro dessas disparidades, o tema racial é muito relevante, uma vez que as oportunidades não são igualitárias ou equitativas para brancos, negros e pardos. Além disso, o tratamento desnivelado entre homens, mulheres, pessoas trans e demais identidades de gênero também ocasiona a desigualdade social.
Em segundo plano, a fome e a pobreza se relacionam, pois uma pode ser a causa da outra. Segundo estimativas das Nações Unidas e de organizações de ajuda humanitária, o mundo está diante da ameaça de o século 21 tornar-se o século da fome. Principalmente os efeitos da crise econômica mundial teriam contribuído para o agravamento do problema. Em termos estatísticos, uma em cada seis pessoas no planeta não dispõe de alimentação suficiente. Em relação ao ano passado, aumentou em 100 milhões o número de pessoas que não têm o suficiente para comer. A maioria dos subnutridos e famintos vivem em países em desenvolvimento.
Diante dos fatos fatos mencionados, é necessário que o governo atualize programas que contribuam para a distribuição de renda e alimentação, como o Bolsa Família e o Fome Zero, para que mais pessoas tenham boas oportunidades futuras, como melhores empregos, aumento de renda e melhores condições de vida. Além disso, é necessário que a mídia trabalhe com as ONGs para encorajar as pessoas a repensar o desperdício e a distribuição de alimentos. Desta forma, o Brasil e o mundo poderá reduzir o impacto desse problema.