Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 14/08/2021

No dicionário de Oxford, a palavra ‘fome’ é justificada como carência alimentar; subalimentação, subnutrição, trazendo uma explicação precisa da realidade de muitas pessoas que enfrentam a escassez alimentar e a desigualdade social no século XXI, não se limitando somente ao Brasil, mas também ao resto do mundo.

Como conhecimento geral, entende-se que a fome e discrepância social são problemas que chegam a datar séculos antes dos dias contemporâneos. Desde os tempos da escravatura, tanto a África quanto o Brasil passam por esse transtorno recorrente, que geram consequências catastróficas.  Podendo afetar todos, de recém-nascidos à adultos. No território brasileiro, a fome se instalou logo após Portugal tomar posse do país a força e começar a venda de escravos africanos e brasileiros, fazendo com que estes não tivessem a devida alimentação e começando a cultura da desigualdade social.

Nesse sentido, é evidente que o problema vem adquirindo certa ascendência em todo o mundo. Segundo um relatório efetuado pela ONU (Organização das Nações Unidas) a fome atingiu cerca de 800 milhões de pessoas no planeta e, no momento atual, foi agravada pelo COVID-19 devido ao desemprego resultando em baixa renda. Como o continente mais afetado pelo problema relacionado a carência alimentícia, a África conta com mais de 20% de sua população em estado de desnutrição e descaso político local. A pobreza e o clima árido da localidade contribuem para esses dados, todavia, não se pode negar a existência de uma política econômica mal planejada.

Em virtude do empecilho citado, pessoas que estão sob esta condição normalmente se encontram em estados deploráveis de saúde e acabam desenvolvendo problemas como o raquitismo, que se dá à falta de nutrientes e calorias, anemia, causada pela ausência de ferro e outras mais. Esses problemas afetam o corpo diretamente de uma forma agressiva ao sistema imunológico, que é responsável pela defesa do organismo humano contra doenças. Dessa forma, o indivíduo que se encontra em estado de desnutrição está exposto a todos os tipos de doenças e bactérias que, como não são tratadas de forma devida em razão da pobreza e desigualdade, acabam resultando na morte.

Com o intuito de acabar com a fome, os governos mundiais devem se unir para a criação de um projeto de distribuição de alimentos e moradias decentes aos seres humanos negligenciados pela sociedade. A Unicef, juntamente com a OMS devem expandir projetos de emergências e fornecimento de alimentos com a ajuda financeira de países propícios a tal ajuda, como os Estados Unidos, que possuem uma das maiores médias de desperdício de comida dentre outras potências mundiais.