Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 13/08/2021

Segundo o filósofo São Tomás de Aquino, todos os indivíduos em uma sociedade democrática têm os mesmos direitos e obrigações. No entanto, essa ideia não se aplica à realidade brasileira, pois de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o 1% mais rico ganha 36 vezes mais do que os 50% mais pobres. Esta situação agravou-se devido à falta de assistência governamental e à indiferença das pessoas que se habituaram a este problema. Portanto, governo e sociedade devem se unir para amenizar essa situação.

A respeito dessa questão, vale ressaltar que, no processo de consolidação da democracia, a primeira tarefa não é eliminar a desigualdade social. Segundo Gilberto Dimmenstein, o brasileiro pode ser considerado cidadão no papel porque seus direitos são garantidos apenas em teoria. Sob esse viés, a Constituição de 1988 garante os direitos básicos de todos os brasileiros, porém a má gestão dos recursos públicos contribui para prolongar a situação atual, onde apenas algumas pessoas com recursos financeiros podem obter esses direitos básicos com melhor qualidade. Um exemplo disso é a diferença entre serviços privados e higiene básica em um sistema único de saúde, escolas públicas e privadas, comunidades marginais e centrais.

Além disso, vale ressaltar que além de o governo ser ineficiente, existe a desigualdade relacionada à raça e/ou classe. Isso porque, embora o Brasil seja um gigante misto, e com os avanços e inovações deste século, as diferenças sociais no campo social são ,ainda, significativas, principalmente em termos de oportunidades, entre as quais as classes menos populares como, negros e pobres, são automaticamente marginalizados. Por isso, as vítimas dessas bolhas sociais e econômicas são afetadas pela falta de oportunidades de vida, educação e desenvolvimento profissional.

Diante do exposto, é mister que o Estado tome providências para superar o quadro atual. É fundamental, portanto, que o Governo Federal em parceria com o Ministério da Educação, promova o acesso ao ensino, por meio do investimento de uma maior porcentagem do PIB na infraestrutura, para construir novas escolas e melhorar as já existentes, com o objetivo de permitir maiores e melhores oportunidades de vida. Somado a isso, O Governo deve, também, aprimorar os programas assistenciais, para que, de fato, façam a diferença na vida dos cidadãos cuja renda não supre as necessidades básicas. Dessa maneira, tal situação será atenuada.