Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 13/08/2021

No final do século XVIII, o economista inglês Thomas Malthus propôs uma teoria , a teoria malthusiana, que alertava sobre a escassez de alimento pelo mundo, devido ao fato de que a população crescia cada vez mais e a produção de alimentos com o tempo não conseguiria acompanhar esse crescimento. E isso faria com que a fome e a desigualdade social, já que apenas os mais ricos poderiam adquirir alimentos por mais tempo- se alastrasse pelo mundo. Contudo, hoje, essa teoria foi desacreditada devido aos avanços tecnológicos que faz com que a produção de alimentos seja muito maior que o numero populacional no mundo. Todavia, a desigualdade social percursora da fome, ainda persiste em pleno seculo XXI.

Em primeiro lugar, é preciso destacar o principal fator desencadeador da miséria que ainda está presente, infelizmente, em boa parte do mundo. E este fator é a concentração de renda mundial. Esta inibe o poder aquisitivo de milhares de pessoas carentes. Então, por mais que exista uma quantidade grandiosa de alimentos disponíveis à população, apenas quem possui renda pode adquiri-los. Exemplo disso, é que nos países africanos, onde o produto interno bruto é quase nulo, a desigualdade social perante ao mundo é alarmante. O que corrobora com isso são as pesquisas feitas pela Organização Não Governamental Agrária Alemã. Estas apontam o estado alarmante de miséria e fome na maioria dos países africanos, enquanto essas mesmas pesquisas revelam que em países industrializados, como Estados Unidos e a Inglaterra, o índice de fome é praticamente nulo. Em segundo lugar, é preciso dá ênfase a concentração de renda interna. Em muitos países ainda subdesenvolvidos, há a presença de fortes contrastes sociais. Como exemplo, tem-se o Brasil. Nessa nação, de um lado há cidadãos que vivem como se estivessem em países desenvolvidos, sem nenhum tipo de carência, como a fome, do outro lado, há cidadãos que vivem como se estivessem em países não desenvolvidos, como os pertencentes a Africa subsaariana, com carência de comida e de água. Como ratificação, tem-se o coeficiente de Gini que mede a concentração de renda de um país e que nos últimos anos revelou exatamente o exposto acima sobre a situação socieconômica do país.

Por conseguinte, medidas que resolvam o impasse devem ser tomadas. A Organização das Nações Unidas, a ONU, deve criar ou ampliar mais projetos de combate à fome e à miséria pelo mundo, sobretudo em países que mais necessitam, como os da África. Aliás, cada Estado deve criar leis internas que desconcentrem capital e ,assim, garantir mais igualdade a sua população, por meio de, por exemplo, incentivos fiscais à industrias para que elas se estabeleçam em áreas poucos desenvolvidas gerando emprego e assim mais renda para os cidadãos carentes.