Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 14/08/2021
De acordo com John Locke, filósofo inglês, o Estado deve, por meio de um contrato social, garantir à sociedade os direitos básicos, como vida e bem-estar social. Entretanto, quando se observa a Fome e desigualdade social no século XXI, percebe-se que a ideia de Locke é refutada, tendo em vista que, devido à falta de oportunidade e ao descaso governamental, nota-se as ameaças a vida dos indivíduos. Assim, faz-se imprescindível não só uma análise das causas, como também uma solução para o impasse.
Em primeiro lugar, segundo o artigo 5 da Constituição Federal do Brasil,todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade. Desse modo, a falta de condições de ter uma vida digna, enfrentada por parte da população, se revela um grave mal do século, uma vez que, a fome é um empecilho enfrentado desde os primórdios da humanidade e tem se intensificado cada vez mais após as grandes guerras e conflitos internacionais. Portanto, é inadmissível que essa situação perdure.
Concomitantemente, segundo Norberto Bobbio, pensador italiano, a dignidade humana é uma virtude pertencente ao ser humano e, por isso, o direito ao respeito e à consideração lhe é cabível por parte do Estado. No entanto, é evidente que o poder público se faz ausente como executor de direitos fundamentais, pois ele não se importa com os pessoas incondicionadas e alvejadas pela fome e pobreza, posto que, apesar de tal fator representar um grave problema, nenhuma medida é tomada para redução da exorbitante quantidade de indivíduos afetados pela falta de alimentação e escassez monetária. Dessa forma, é de extrema necessidade uma abordagem das autoridades diante desse assunto.
Logo, nota-se a necessidade de tomar medidas para solucionar a problemática, portanto é cabível ao Governo Federal, através do Ministério da Educação, melhorar o ensino e a estrutura das instituições públicas, por meio da capacitação dos agentes da educação, de forma a capacitar os alunos para que, no futuro, tenham condições de conseguir uma profissão digna e que gere renda para garantir o sustento do lar. Além disso, é dever, ainda, do Governo Federal reestruturar as instutuições das áreas sociais tal como, bibliotecas e museus, pois, esses ambientes contribuem para o impulsionamento da educação e aprendizado. Espera-se, com essas ações, que ocorra a redução nos índices de fome e desigualdade e, dessa maneira, as ideias de Locke poderão se concretizar na sociedade.