Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 14/08/2021
No livro O Quinze, de Rachel de Queiroz, o personagem Josias falece por envenenamento no caminho da viagem para Fortaleza com sua familia, após comer mandioca crua, o que retrata a escassez alimentar ennfrentada por uma parte do povo. Fora da trama, esse é um cenário que, infelizmente, é frequente tanto no Brasil quanto no resto do mundo. Desse modo percebe-se que tanto a fome quanto a fome caminham lado a lado.
Mesmo depois de diversas tentativas de erradicar a fome como a superprodução de comida durante a Revolução Verde não foram suficientes para erradicar a fome, tendo em vista que um dos maiores desafios é a má distribuição de comida. Além do mais, as maiores zonas de produção se encontram em países desenvolvidos ou em grandes centros urbanos ao contrario das áreas rurais e países subdesenvolvidos o que gera um grande desperdício de alimentos.
De acordo com a FAO (agência das Nações Unidas preocupada em erradicar a fome) no Brasil de forma geral as maiores fontes de desperdício de alimentos ocorre durante o manuseio e logistica da produção, na colheita, o desperdício é de 10%. Durante o transporte e armazenamento, a cifra é de 30%. No comércio e no varejo, a perda é de 50%, enquanto nos domicílios 10% vai para o lixo. Desperdiçando assim mais da metade da comida produzida que poderia ser disribuida para erradicar a fome da população.
Fica evidente, portanto, que a fome e a desigualdade social no século XXI é um problema não só de saúde pública, mas também econômico. Logo, cabe ao Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (EBC) renovar e reativar programas de auxilio social como o Bolsa familia, para que assim as pessoas não tenam que passar mais fome nas ruas, além de possuirem uma melhor condição de vida. Também é necessário que as em empresas repensem melhor sobre os meios de manuseio das produções alimenticias, visando assim um menor de desperdício de alimentos.