Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 13/08/2021
Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, os entraves relacionados à fome e desigualdade social tornam o país ainda mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pela falta de políticas públicas, seja pela negligência social, o problema permanece silenciosamente afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente.
Primeiramente, nesse contexto, é necessário destacar que esse sonho de um Brasil perfeito está distante do Brasil real, visto que a desigualdade social e a fome no cenário brasileiro levam o país de encontro a essa concepção idealizada por Quaresma. Isso porque, mediante a baixa atuação dos setores governamentais, o cidadão fica à mercê da própria sorte. Segundo a UNESCO (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura.), qualquer país só evoluirá quando houver políticas públicas eficazes para combater os problemas sociais. Portanto, o legado de negligência e ignorância frente à falta de itens básicos para a sobrevivência, como o alimento e o respeito, persiste e impede que o Brasil prospere rumo ao desenvolvimento social pleno.
Outrossim, questões sociais estão intimamente ligadas à fome e disparidade das classes sociais no Brasil. Nesse âmbito, a cegueira moral, fenômeno exposto por José Saramago em sua obra” Ensaio sobre a Cegueira “, caracteriza a alienação da sociedade frente à realidade brasileira, a qual é fomentada pela negligência, instaurada na sociedade, gerando, assim, um aumento dos entraves sociais. Logo, é fundamental a intervenção do corpo social na comunidade em que vive e, sobretudo, na construção de um Brasil mais igualitário.
Por conseguinte, necessita-se de ações para amenizar a problemática. Sendo assim, cabe ao Governo, elaborar medidas para reduzir a fome e a desigualdade social, por meio da ampliação das políticas públicas já existentes, como o Bolsa Família, e da criação de fundo comunitários de ajuda, fazendo com que, além do governo, a sociedade auxilie a mudança desse cenário. Para que assim, se desenvolva a sociedade brasileira. Dessa forma, poder-se-á atingir a concepção idealizada por Quaresma.