Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 14/08/2021

Graciliano Ramos, no livro Vidas Secas, retrata a vida no sertão com a história de Fabiano e sua família, que lutam dia após dia pela sua sobrevivência, chegando, em dado momento, a necessidade de sacrificar seu próprio papagaio para servir de alimento. De maneira análoga a ficção a realidade não se distingue, principalmente no sertão e periferias do Brasil, onde habitam a maior parte das pessoas em situação vulnerável. Essa temática constituí um problema a ser resolvido. Por conseguinte, a fome e a desigualdade social se relacionam, pois uma pode ser a causa da outra.         De acordo com a Pesquisa de Desigualdade Mundial de 2018, comandada por Thomas Piketty: No Brasil cerca de 30% da renda está nas mãos de 1% dos habitantes do país e essa é a maior concentração do mundo. É indubitável, portanto, como essa distribuição está enraizada na sociedade brasileira, passando de geração a geração.

Entretanto, a Revolução Verde foi um grande progresso para erradicação da fome, com sementes geneticamente modificadas e outras inovações, porém, grande parte do problema também está relacionado a má distribuição dos alimentos: os países desenvolvidos e seus centros urbanos detêm uma maior quantidade dessa produção ao contrário das áreas rurais e países subdesenvolvidos.

Infere-se, portanto, a premência da busca por soluções viáveis a essa problemática. Logo, cabe ao Ministério da Saúde juntamente com os órgãos públicos estaduais renovar programas de auxilio na distribuição de salários e alimentos, como o Bolsa Família e Fome Zero, para que mais pessoas tenham acesso a qualidade de vida. Além disso, o Governo Federal deverá ofertar novas vagas de emprego para pessoas em situação de vulnerável, com o objetivo de garantir estabilidade e independência a essas pessoas.