Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 14/08/2021

Entende-se desigualdade social como a discrepância existente entre as diferentes classes sociais. É perceptível que a fome está diretamente relacionada a desigualdade social e que ambas, infelizmente, ainda são realidade no Brasil e no mundo. Desse modo, urge aos órgãos de poder desenvolver mecanismos para sanar tal problemática.

Em primeiro lugar, verifica-se que os países em desenvolvimento ou emergentes são os que mais sofrem com a fome, pelo fato de parte da população não ter acesso aos alimentos, visto que muitos não possuem condições financeiras suficientes para adquiri-los. Por esse ângulo, constata-se que a alimentação adequada é um direito do brasileiro, assegurado pelo artigo 25 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, contudo esse direito não é garantido na prática, uma vez que 19 milhões de pessoas estão em situação de fome no Brasil, de acordo com a Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (PENSSAN).

Ademais, com a Revolução Verde e todas as mudanças que ela causou nas técnicas agrícolas, houve o aumento na produção de alimentos. Porém, a mega produção de frutas, verduras e legumes não foi suficiente para acabar com a fome mundial, pois a fome não é causada pela falta de alimentos, mas sim pela má distribuição deles. Hordienamente, a sociedade está mais preocupada em lucrar do que cessar a subnutrição, como afirmou o sociólogo Zygmunt Bauman, de forma que as pessoas possuem relações frágeis focadas no individualismo, esquecendo muitas vezes do todo, como ficou constatado no filme espanhol “O poço” onde os prisioneiros ficam em um prédio que desce um elevador com um banquete, todavia as pessoas que estão nos últimos andares não recebem nada, fora da ficção a situação é bem parecida, de forma que os cidadãos mais carentes recebem menos.

Portanto, em virtude dos fatos mencionados, nota-se a necessidade do Governo Federal, junto a Instituições Governamentáres criarem e efetivarem o funcionamento de programas que distribuam renda e alimentos aos necessitados. Paralelamente, a mídia deve promover parcerias com ONG’s produzindo campanhas para solidarizar as pessoas sobre a importância de ajudar, além de conscientizarem quanto o desperdício de alimento, para que a população se torne mais perspicaz e que todos passem a ter acesso a alimentação de qualidade.