Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 14/08/2021
O escritor Josué de Castro afirma que “O primeiro direito de um homem é o de não passar fome”. No Brasil, a fome é um retrato da desigualdade social, em que, a cada dia, trabalhadores perdem seus direitos e ficam em maior situação de vulnerabilidade. Além disso, a humanidade enfrenta uma pandemia de Covid-19 que evidência a extrema desigualdade. Essa situação vem agravando ainda mais a situação do país.
A desigualdade surgiu de uma história e afetou a estrutura das sociedades latino-americas. O processo de colonização que tivemos no Brasil faz parte do processo da situação que o país se encontra, onde a colonização buscava apenas explorar as riquezas naturais, deixando a pobreza e a desigualdade se sobresaírem. Contudo, só depois das duas Guerras Mundiais e a Revolução Russa cientistas decidiram estudar sobre o assunto, que antes não era vista com a devida importância que deveria.
Antes de 2002, o Brasil tinha um governo com uma lógica de um processso neoliberal extremo, pautado na lógica das privatizações. O Brasil, que é um dos maiores produtores de aliementos, esteve no mapa da fome por anos. O FAO aponta que 2,5% da população passou fome em 2017, fato que era escondido pelos governantes. Caracterizada pela pobreza, a desigualdade social vem assolando grande parte da família brasileira devido à um grande desequilíbrio econômico no país, que pode ser estimado em quase duzentos anos. Além disso, estamos enfrentando uma pandemia mundial, onde a população mais pobre é a mais prejudicada. Grande parte vive em situações mais precárias, sofrem com a falta de serviço básico, sem os direitos dos trabalhadores, e agora, o desemprego.
Fica evidente, portanto, que a fome e a desigualdade social é um problema de saúde pública, econômico e social. O Poder Público deve renovar a Bolsa Família e a Fome Zero para mais oportunidades, onde milhões de pessoas vivem na margem da extrema pobreza sem acesso a uma alimentação básica.