Fome e desigualdade social no século XXI

Enviada em 14/08/2021

Em 1988, foi incluso como direito social no Artigo 6º da Constituição Federal o poder da alimentação, onde visa garantir o direito a todos os cidadãos da sua própria alimentação e a responsabilidade do estado para a efetivação desse direito a todos. Todavia, os índices de fome vêm aumentando significativamente nos últimos anos e ações não estão sendo tomadas para combater essa desigualdade social.

Um método criado que ajudou, mas não solucionou os problemas de fome no Brasil foi o programa “Fome Zero”, que foi criado durante o governo de Luís Inácio Lula da Silva para combater a fome e as suas causas estruturais, que geram a exclusão social e que garantia a segurança alimentar dos brasileiros. Como resultado da adoção desse programa social, temos nos períodos de 2000 a 2005, a taxa de desnutrição no Brasil se reduziu de 10,7% a menos de 5%.

A desigualdade social está diretamente relacionada a fome por ser representada pela alta concentração de renda e riqueza, que está no fato de haver pessoas em estado crítico de insegurança alimentar em locais sem problemas de abastecimento, o que sugere que a fome no mundo também é uma questão sociocultural e política.

A pandemia da covid-19 impactou o mundo de forma negativa, aumentado a pobreza e a fome. A porcentagem de pessoas que vivem na extrema pobreza no mundo aumentou de 8,5% em 2019 para 9,5% em 2020, dados da Organização das Nações Unidas (ONU), a ONU também classifica os efeitos do coronavírus como “catástrofe geracional” na educação.

Como forma de amenizar o índice de fome e da desigualdade social, se pode comentar sobre a renovação de programas que auxiliam na distribuição alimentícia vinda do governo do país, como por exemplo, o programa “Fome Zero”, desabilitado no ano de 2014. Além da conscientização da população sobre desperdício de comida e a criação de campanhas vinda de organizações  para ajudar no auxilio desse problema.